Atividades exclusivas para idosos existe?

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Olha lá… uma boa pergunta: “Será que existem atividades específicas de acordo com a idade?”. Bem, acredito fortemente que as atividades precisam estar alinhadas com as capacidades que cada um tem naquele momento de vida. Um bebê está em pleno desenvolvimento de habilidades (e, mesmo diante de uma disfunção nas habilidades) pode desenvolver capacidades que o permitem fazer o que ele faria se tivesse a habilidade. Ficou confuso? Então vamos lá…

De uma forma bem concreta podemos imaginar um bebê que por uma mal formação não nasceu com as mãos, ou seja, as habilidades manuais dele estão prejudicadas por um motivo óbvio: a ausência de parte do membro superior. No entanto, tanto esse bebê quanto o que tem as mãos com habilidades preservadas têm a “capacidade de pegar a bola”. Ambos desenvolveram a capacidade. Ficou mais claro agora?

Sendo assim, voltando a pergunta se existem atividades exclusivas para idosos, precisamos estar atentos se essa “classificação por ciclo de vida não é ageísta”, ou seja, baseada em um estereótipo que o idosos tem um perfil de tais capacidades ou incapacidades…. O ageísmo começa quando classificamos baseamos apenas na idade, mas ele de fato existe quando atribuímos um estereótipo, um pensamento e um sentimento sobre esse grupo.

Não é um pensamento ageista considerar que atividades para adultos idosos precisam estar de acordo com os interesses que são comuns para esse ciclo da vida; o que não deve ser feito é considerar que todo idoso gosta de determinada música “da sua época”, pq ele simplesmente pode não gostar ou até não conhecer.

Entender o que é ou não ageísta faz parte de um processo de construção mesmo…. como dito no post anterior: “não é um mimimi”, é se importar com o outro e com a gente mesmo, afinal, estamos todos envelhecendo.

Ficam aqui mais dicas de leituras e reflexões:

 

 

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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