Organizando a "gaveta" de materiais com o cuidador

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Não é incomum que nossos clientes tenham materiais de estimulação em casa. Se crianças, possuem brinquedos diversos, se adultos, possuem materiais lúdicos comprados por familiares ou guardados de épocas anteriores, como é o caso do dominó ou baralho tão comuns nas casas de idosos.

Uma dica de atividade é sentar com o cuidador e procurar saber: a aceitação do material; com que frequência cada um daqueles materiais é usado; como os materiais têm sido usados e com que objetivos. Essa conversa com o cuidador é fundamental para otimizar o uso desses materiais de acordo com as necessidades de estimulação dos clientes.

A busca na casa do cliente por essa “gaveta” (até então encontrei gavetas… kkkk) pode dizer muito ao profissional. Por meio dessa pode-se descobrir interesses, o que é maravilhoso, e também inadequações, como materiais muito infantis que podem gerar uma desmotivação que chega a ser confundida com incapacidade de realizar a tarefa proposta pelo material.

Além do mais, é mais um momento para sentar e conversar com o cuidador sobre a rotina de estimualação e as dúvidas que muitas vezes estão guardadas. No caso da Terapia Ocupacional, os profissionais aproveitam esse momento para chamar a atenção quanto as diferentes formas que os clientes podem ser estimulados, muitas vezes com o mesmo objetivo de alguns materiais, durante a execução de atividades de vida diária.

Vocês já tiveram essa experiência de procurar as “gavetas de estimulação” e conversar com os familiares sobre os materiais que estão nelas? Se não, eis aí uma importante sessão a ser realizada. E você, cuidador, já procurou saber se os materiais presentes na casa atendem às necessidades das suas crianças e idosos?

Fica a dica…

Ana Katharina Leite

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

1 COMENTÁRIO

  1. Essa proposta e mto interessante e super válida, pois temos q esta atenta a atividade de interesse do paciente, verificando sempre os recursos q motivem e favoreçam a participaçao do mesmo nas atividades proposta.

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