O TDAH pode não se manifestar até a idade adulta

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Um novo estudo britânico sugere que o transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) pode se desenvolver durante início da idade adulta. O resultado da pesquisa mostrou que cerca de 70% das pessoas que foram diagnosticadas com TDAH em idade adulta não tinham o transtorno quando crianças. Além disso, as pessoas com TDAH de início tardio parecem mostrar níveis mais elevados de sintomas, incapacidade e outros distúrbios de saúde mental relacionados ao transtorno.

Os pesquisadores observaram dados de longo prazo de 2.232 gêmeos britânicos nascidos entre 1994 e 1995 e avaliados na idade de 5, 7, 10 e 12 anos, considerando fatores pré-natais e perinatais, características clínicas e aspectos do ambiente familiar. Aos 18 anos examinaram também possíveis sintomas de TDAH ou patologias associadas.

Um estudo brasileiro recente também evidenciou uma elevada porcentagem de adultos com TDAH que não tinham o transtorno no infância, confirmando uma pesquisa anterior da Nova Zelândia. Estes estudos questionam se o TDAH em adulto é realmente uma continuação do transtorno da infância que persiste até a idade adulta, ou se houve um diagnóstico que foi negligenciado na infância, mas foi detectada na vida adulta.

Para ter acesso ao estudo na íntegra, clique no quadro abaixo:

Agnew-Blais JC, Polanczyk GV, Danese A, Wertz J, Moffitt TE, Arseneault L. Evaluation of the Persistence, Remission, and Emergence of Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder in Young AdulthoodJAMA Psychiatry. 2016;73(7):713-720. doi:10.1001/jamapsychiatry.2016.0465.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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