Ao usar o termo “Telessaúde” (TS) temos que ter a consciência que, de forma geral, esse conceito sinaliza um braço para o que está surgindo de forma emergente: “a saúde conectada”. Uma nova fase no cuidar da saúde, que no caso da TS está apoiada nas tecnologias de informação e comunicação (TIC). Ainda sobre o termo TS, a Associação Americana de Terapia OOcuoacional (AOTA), constrói referências às práticas da Terapia Ocupacional, recomenda esse termo como melhor para a assistência do profissional de T.O nessa modalidade.

Uma das questões que precisa ser discutida, analisada e observada na Telessaúde, independente da especialidade de saúde que use o termo, é o sigilo das informações do acompanhamento prestado pelo profissional.

Diante desse cenário imposto pela COVID-19, os profissionais adotaram aplicativos como o WhatsApp, que é um multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de vídeo e voz para smartphones. Essa adoção aconteceu não por uma escolha pensada em termos de segurança da informação, mas por não exigir aprendizado anterior, por ser popular. Sendo assim, o WhatsApp se mostrou, uma possibilidade que excluiria as etapas que envolveriam educação e preparação. No entanto, dentro deste movimento de adoção, os cuidados com sigilo também foi deixado de lado, por força das circunstâncias.

(Leia também: Terapia Ocupacional, Tecnologia e Mídias Sociais como Ocupação #Parte1)

Mas quais seriam as falhas de segurança do whatsapp que podem nos ajudar a conhecer o que deixaria os dados sem segurança? Algumas funcionalidades como “encaminhar mensagens” e “apagar” comprometem a garantia que as mensagens trocadas estão protegidas, são seguras e a integridade de dados está garantida. Diante destas possibilidades não há garantia que o conteúdo não será modificado. Outro risco é que por mensagens instantâneas não se sabe quem está manipulando, digitando a mensagem e isso também é uma porta para o vazamento de dados.

Dentro da construção das regulamentações da Telessaúde, a proibição do uso desses aplicativos pode ser no futuro necessária até pensando em proteger o profissional em processos jurídicos; além obviamente de garantir que as informações do acompanhamento estejam seguras pela plataforma.

No momento que vivemos diante da COVID-19 exige gentileza absoluta. Isso é importante ser lembrado para que possamos viver com tranquilidade, mas com responsabilidade essa construção. Enquanto isso, vamos instigando reflexões, estudando as possibilidades diante das experiências: nossas e dos outros, e nos preparando para o inevitável futuro das entregas na saúde acontecerem de forma híbrida, ou seja, presencial e conectada.

A certeza para o futuro é o meio digital precisa ter algumas características de proteção para garantir a segurança de dados dos atendimentos.

 

 

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.