O que significa Aging in Place?

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Os significados do envelhecimento para os idosos têm implicações além dos aspectos internos de “sentir-se bem” e operam interativamente muito além do “lar” ou da habitação. Envelhecer sentindo-se bem, inclui também envelhecer onde se quer envelhecer; e, como podemos imaginar, essa escolha não se limita ao espaço físico, mas a todos que o compõe.

Para entender e agir no que diz respeito ao Aging in Place é preciso ir além da definição técnica, usando-a para se apoiar na compreensão do ambiente para quem envelhece.

Segundo o artigo “The Meaning of ‘Aging in Place’ to Older People”: Aging in Place ou “Envelhecer no local” é um termo popular na atual política de envelhecimento, definido como “permanecer vivendo na comunidade, com algum nível de independência, em vez de em cuidados residenciais”. Esse termo residenciais no final do conceito diz respeito às Instituições de Longa Permanência (ILPI).

Afirmações de que as pessoas preferem “envelhecer no local” são comuns porque é visto como permitindo que os idosos mantenham independência, autonomia e conexão com o apoio social, incluindo amigos e familiares. Manter as pessoas em suas casas e comunidades o maior tempo possível também evita a opção dispendiosa de cuidados institucionais e, portanto, é favorecido por formuladores de políticas, provedores de saúde e por muitos idosos (Organização Mundial da Saúde [OMS], 2007).

Quando falamos de “Envelhecer no Local” temos que lembrar que não estamos apenas falando de estrutura física segura, mas de vínculos e significados funcionais, simbólicos e emocionais de casas, bairros e comunidades.

As pessoas mais velhas querem escolher sobre onde e como envelhecem em suas casas. “Envelhecer no local” foi visto como uma vantagem em termos de sentimento de apego ou conexão e sentimentos de segurança e familiaridade em relação aos lares e comunidades.

Envelhecer no lugar está relacionado a um senso de identidade tanto por meio de independência e autonomia quanto por meio de relacionamentos e papéis de cuidado nos lugares em que as pessoas vivem.

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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