As tecnologias assistivas para a aprendizagem de habilidades sociais e, em especial as “tecnologias assistivas vestíveis” (wearable assistives technologies), têm sido tema de pesquisa popular nos últimos anos.

Com essas tecnologias, as pessoas autistas podem aprender as habilidades sociais não apenas em sala de aula ou ambiente clínico, mas também em um ambiente real com feedback em tempo real em diversas situações sociais.

As tecnologias vestíveis são um avanço importante porque além da oportunidade de inclusão social, ajudam na compreensão e conscientização em diferentes cenários sociais. Enfoca a assistência à interação durante situações sociais e a conformidade com as normas sociais.

Trabalhos recentes alavancaram os avanços tecnológicos para criar soluções vestíveis para as interações sociais no mundo real, com o apoio de detecção em tempo real, inferência e entrega de pistas sociais por meio de feedback multimodal. No entanto, essas soluções não foram testadas no uso no mundo real a longo prazo.

Estudos a longo prazo (longitudinais) são desafiadores do ponto de vista técnico e ético. O desafios técnicos, como as pistas precisas com confiabilidade em contextos variados, podem inibir esse tipo de estudo longitudinal. E, projetar tecnologias que considerem os desafios sensoriais, de integração da informação multissensorial e de atenção pode ser extremamente difícil. Da mesma forma que preocupações éticas e de privacidade, particularmente para aqueles espectadores que podem ser capturados pela tecnologia sem receber qualquer benefício dela,  podem ser desafios para essas novas tecnologias de apoio.

Artigo: Wearable Assistive Technologies for Autism: Opportunities and Challenges. IEEE Pervasive Computing. April–June 2018

FONTEieee
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

2 COMENTÁRIOS

  1. Quando a tecnologia é utilizada a favor da saúde sempre é bem vinda, um desafio que valerá muito a pena. Parabéns pela matéria, super Interessante!

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