Quem são os “Superidosos”?

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O critério para definir um adulto idoso varia de país para país. No Brasil ainda consideramos o idoso a partir de 60 anos de idade. E, apesar de termos de forma muito enraizada socialmente uma ideia de fragilidade e incapacidade na segunda metade da fase adulta, precisamos entender que existem vários perfis funcionais de idosos (uns com mais e outros com menos capacidades).

Quanto a cognição (que é o conjunto de habilidades: memória, atenção e outras capacidades cognitivas) ocorre uma perda em quase todas as funções mentais a partir de 55/60 anos. No entanto, isso não quer dizer que todas as funções são acometidas. A memória verbal e o vocabulário, por exemplo, permanecem intactos.

Apesar dessas evidências, a literatura relata um grupo de idosos, cujo desempenho em tarefas cognitivas é superior ao esperado para sua idade. Houve várias tentativas de definir e caracterizar essa população. Alguns estudos referem-se a este grupo como “Idosos de alto desempenho” (“High-performing older adults” – HPOA) e outros como Superidosos (Superager- SA).  A definição de Superidosos foi usada no artigo que usamos de referência aqui, mas você pode encontrar outro termo para se referir a indivíduos com mais de 80 anos com desempenho cognitivo de uma pessoa, pelo menos, 20 anos mais jovem. Até o momento, não há evidências consistentes sobre os fatores que tornam o desempenho cognitivo desses sujeitos acima da média (1).

Uma das hipóteses diz respeito ao papel potencial de fatores ambientais como educação, bilinguismo, reserva cognitiva e redes na preservação cognitiva. Nessa linha, um estudo de constatou que os Superidosos tinham o mesmo nível de bem-estar psicológico que os controles normais, mas mostrou níveis maiores de relacionamentos sociais positivos (1).

(1) Fonte: Calandri Ismael Luis, Crivelli Lucia, Martin Maria Eugenia, Egido Noelia, Guimet Nahuel Magrath, Allegri Ricardo Francisco. Environmental factors between normal and superagers in an Argentine cohort. Dement. neuropsychol.  [Internet]. 2020  Dec [cited  2021  Feb  14] ;  14( 4 ): 345-349. Available from: clique aqui.  Epub Dec 11, 2020.  http://dx.doi.org/10.1590/1980-57642020dn14-040003.

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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