Quem está conosco tem um tempo, sabe que temos cadernos de exercícios cognitivos com temáticas voltadas para o cotidiano. Muita gente tem, muita gente compra para os familiares (para o pai, mãe..) e também profissionais que compram para os pacientes. Mas será que eles servem especificamente para a pessoa com a Doença de Alzheimer?

Antes de dar a resposta, é preciso ter claro uma coisa importante: por que ter esse material? Qual o seu objetivo de uso? Estimular as habilidades cognitivas, aprender a importância do cotidiano, organizar a rotina do idoso… qual ou quais os objetivos?

Quando falamos de pessoas com Doença de Alzheimer especificamente, estamos falando de idosos (na grande maioria das vezes) que, como toda pessoa, são únicos em sua forma de ser, pensar, desenvolver atividades e com histórias distintas. E , por cada idoso ser tão único precisamos individualizar esse cuidado e os recursos que vamos usar: ou seja, a resposta para a pergunta “se esse caderno é para o idoso com Alzheimer que conheço” também é respondida ao pensar se a temática dos exercícios “caem bem” para o idoso que Alzheimer que você está pensando.

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Em seguida, pense nas habilidades hoje presentes nesse idoso. Em que fase da doença ele está? Qual ou quais as capacidades cognitivas que ele têm. De uma forma bem simples podemos pensar: Ele vai ler sozinho? Vai precisar de ajuda para ler? Vai precisar que você explique o que os exercícios pedem? Às vezes precisamos adaptar os exercícios a fase que o idoso está e a pertinência do material para esse momento que ele se encontra.

Sempre busque também conversar com a equipe que o atende para avaliar do material e, sobretudo, a forma de uso. Terapeutas ocupacionais podem te ajudar (e muito!) a ir adaptando e graduando os exercícios. Além de te ajudar a usufruir de outros benefícios de um material que valoriza a história do idoso, valoriza os interesses, o que ele viveu e o ambiente que está ao redor dele.

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O caderno e exercícios pode ser uma forma de aprender também sobre o quanto o cotidiano do idoso é rico e que ao estar em contato com esses ambientes, tarefas e histórias o idoso está sendo beneficiado.

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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