Proteína pode ser a chave para o Autismo

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A equipe da Universidade Duke, na Carolina do Norte, têm estudado o Autismo através da mutação do gene que controla a produção da proteína, Shank3.
Os animais (ratos) apresentaram problemas sociais e comportamento repetitivo – ambos os sinais clássicos de Autismo e condições relacionadas. O estudo  traz esperança dos primeiros tratamentos com medicamentos eficazes.
O Autismo é uma desordem que, em graus variados, afeta a habilidade das crianças e dos adultos de se comunicar e interagir socialmente.

Enquanto há centenas de genes já encontrados ligados à condição autista, a combinação precisa de genética, bioquímica e fatores ambientais que produzem o autismo ainda é incerta. Cada paciente tem apenas um ou um punhado dessas mutações, tornando difícil o desenvolvimento de drogas para tratar a desordem.

Shank3 é encontrada nas sinapses – as junções entre as células cerebrais (neurônios) que lhes permitem comunicar uns com os outros. Os pesquisadores criaram camundongos que tinham uma forma mutante do Shank3, e descobriram que esses animais evitavam interações sociais com outros ratos.

A equipe do MIT (Massachusetts Institute of Technology) analisou os cérebros dos animais e encontraram defeitos nos circuitos que ligam duas áreas diferentes do cérebro, o córtex e o estriado. Conexões saudáveis ​​entre essas áreas são pensadas ​​como a chave para a eficácia da regulação dos comportamentos sociais e da interação social.

Os pesquisadores dizem que o trabalho reforça apenas o importante papel da Shank3 na criação de circuitos no cérebro que sustentam todos os nossos comportamentos.

O pesquisador chefe, Guoping Feng disse: “Nosso estudo demonstrou que a mutação da Shank3 em camundongos leva a defeitos na comunicação neurônio-neurônio. Estes resultados e o modelo que encontramos em ratos agora nos permitem descobrir precisamente os defeitos no circuito neural responsável por estes comportamentos anormais, o que poderia levar a novas estratégias e metas para o desenvolvimento do tratamento.”

Acredita-se que apenas uma pequena percentagem de pessoas com Autismo apresentam mutações em Shank3, mas o Dr. Feng acredita que muitos outros casos podem estar ligados às perturbações a outras proteínas que controlam a função sináptica.

Se for verdade, ele acredita que deve ser possível desenvolver tratamentos que restauram a função sináptica, independentemente da proteína que é defeituosa em um indivíduo específico.

Carol Povey, diretor do Centro, a National Autistic Society’s para o Autismo, disse: “A pesquisa com animais pode ajudar a avançar nosso entendimento ou o papel da genética e sua influência no comportamento, no entanto, é apenas uma pequena parte quando se trata de compreensão do Autismo .Os cérebros humanos são muito mais complexos do que os de outros mamíferos, e acredita-se que uma variedade de fatores são responsáveis ​​pelo desenvolvimento desse estado“.

Fonte: BBC News
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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