Para ajudar na comunicação: parte 1

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Perda de memória e problemas de atenção podem  dificultar a comunicação entre os que cuidam e os que recebem os cuidados.

Com as pessoas com perda de memória:

Ofereça pista visual:  ter a assistência de rótulos, imagem, apontar ou gestos podem ajudar na compreensão;

Seja útil: se o cliente está tendo problemas para colocar uma palavra ou pensamento, gentilmente, sugira ou tentar prever o que está tentando dizer.

Ser o guia: em vez de dizer a uma pessoa com perda de memória o que fazer, você deve mostrá-lo especificamente como fazê-lo e até mesmo na prática.

Fornecer lembretes: no decurso da conversa regular, muitas vezes lembrar ao cliente sobre os eventos que estão chegando.

Dica!!!! No decorrer da conversa, preste atenção à maneira que você está falando com o cliente…  avalie se sua atitude está sendo eficaz.

Fale claramente: quando falar com o cliente, fale devagar, até os tons vão facilitar o entendimento.

Fale apenas alto o quanto tanto precisar para ser compreendido: não fale mais alto do que realmente é necessário ou você pode insultar o cliente e vir a frustá-lo.

Dica!!! Dê-lhes tempo: dê tempo suficiente ao seu cliente  para formular uma resposta e não interrompa.

Fale devagar: não apresse as suas palavras ou o cliente pode ficar sobrecarregado, ouvindo você.

Falar sobre uma coisa de cada vez: não confunda o seu cliente alterando conversas rapidamente. Ao mudar o tema, alerte-o às mudanças conversa.

Quando o problema está na atenção:

“Chamar atenção” pode ser difícil pela perda auditiva, problemas de atenção, ou apenas pela presença de distratores.

Use o seu nome: estimule o cliente a dizer o seu nome (ou deixe-o fácil de visualizar), para usá-lo antes de iniciar a conversa. Essa é uma boa forma de chamar a atenção.

Assegure que as necessidades são satisfeitas: seu cliente vai se comunicar melhor quando as suas necessidades quanto a fome, necessidade fisiológica ou qualquer outra necessidade for atendida.

Escolha um local tranquilo: evite ambientes com muito barulho para que os clientes com dificuldade de audição ou aqueles que se distraem com facilidade não tenham problemas para ouvir você.

Pergunte a ele se é um bom momento para falar: o paciente pode não estar com vontade de ter uma conversa, por isso sempre pergunte se eles estão prontos para iniciá-la.

Evite distrações: comunique-se em um local que não tem distrações, como a televisão ou animais de estimação, para que não tenha nada para competir com você por atenção.

Mantenha contato visual:  para que os clientes  saibam que você está falando especificamente com eles.

Oferecer incentivo: diga coisas como “eu entendo”, ou “diga-me mais.”

Toque suavemente seu braço ou os ombros: Chamar atenção com um toque macio, e falar com eles quando eles olham para você.

Muitas dessas coisas o dia-a-dia com clientes com disfunção cognitiva pode nos ensinar, mas, principalmente, para os iniciantes dicas como essas acima são valiosas e podem otimizar os momentos de estimulação do cliente. Passe essas dicas aos familiares e outros cuidadores, ensine-os a dar e a ter qualidade de vida.

Amanhã temos mais dicas de comunicação…

Foto: ben levin

Tratando desse assunto o site especializado em cuidadores, RNCentral.com lista as seguintes dicas e técnicas:

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

2 COMENTÁRIOS

  1. Fantástico ! É isso mesmo, aprendi a como lidar com o tempo e sozinha, minha percepção e sensibilidade foi minha companheira em todos os momentos e hoje digo que sou a melhor terapeuta de meu marido, mas sabendo o quanto é difícil é que sempre passo estas dicas do site para as pessoas que estão começando a enfrentar estes problemas , tão comum na vida moderna.Enfim…Parabéns Ana.

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