A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID) ganhou a sua nova versão que será apresentada oficialmente em maio de 2019, durante a Assembleia Mundial da Saúde. A entrada em vigor está “longe”, prevista para 1º de janeiro de 2022.

No entanto, essa versão (clica aqui e confere!) é uma pré-visualização e permitirá aos países planejar seu uso, preparar traduções e treinar profissionais de saúde.

Se você não entende o que é a CID, lá vai uma explicação:

Se você é da área de Reab(ilitação) quando um paciente chega para você, ele pode chegar com um diagnóstico “fechado” (já existe a certeza) ou um provável diagnóstico. Esse diagnóstico chegará com um código, “o CID daquela condição”. Não vamos chamar de doença, tá? Vamos chamar de condição de saúde. =)

No caso do Autismo, por exemplo o código da CID-11 é o 6A02. Se você tiver curiosidade de saber como se chega a esse número:  O código “6″ é do grupo de “Mental, behavioural or neurodevelopmental disorders” – Não vou me arriscar aqui a traduzir – até pq a fase é justamente deixar para os especialistas traduzirem! Como escrevemos no começo – . No capítulo 6 estão variadas condições, dentre elas as “Neurodevelopmental disorders” (que apresenta por sua vez os seguintes “blocos”:

Pronto, é assim que se chega ao número do Autismo e isso vale para todas as condições: vendo os capítulos e as suas subdivisões!

No que diz respeito aos diagnósticos, acredito ser sempre interessante que você visite a CID e entenda o que se considera aquela condição de saúde. Isso pode te ajudar a direcionar sua avaliação clínica e todo seu processo terapêutico.

Mas a CID não é “apenas” uma lista para Classificação, ela é é a base para identificar tendências e estatísticas (!!!) de saúde em todo o mundo. Além de ser utilizada por seguradoras de saúde cujos reembolsos dependem da codificação de doenças; gestores nacionais de programas de saúde; especialistas em coleta de dados; e outros profissionais que acompanham o progresso na saúde global e determinam a alocação de recursos de saúde (ou seja, para onde o $ vai!).

Acredito que agora ficou um pouco mais claro o que é a CID, né? =)

Imagem Freepik

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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