Exercício mental acelera deterioração cognitiva em casos de demência?? Vamos discutir??

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Uma das nossas leitoras de Portugal nos enviou essa notícia e acho que vale a pena a gente ir lá na página ler e discutir aqui depois.

Quanta notícia existe na internet, não? Muitas (e muitas!!) pessoas buscam em sites respostas às vezes tão difíceis de serem respondidas com precisão (até mesmo pessoalmente!). Também não é incomum acharmos informações dúbias e que nos fazem pensar sobre nossas escolhas, nossas atitudes e até mesmo sobre nosso investimento profissional (ou em profissionais).

Essa introdução é para apresentar para vocês uma referência de um post enviado por uma de nossas leitoras (Lucília N.). Post bem polêmico que trata da questão dos “exercícios mentais”. Convido vocês a lerem o post e a “perderem alguns dos seus minutos valiosos” para comentarem aqui o que vocês acharam. Acho que sempre é importante a gente dizer o que acha, não é? (eu acho MUITO!!)

Para acessarem o post enviado pela Lucília cliquem no título que segue abaixo.

Exercício mental atrasa deterioração cognitiva, mas acelera-a em caso de demência

E aí, o que acharam??

P.S: Não estou dando nenhum juízo de valor, oks?? Quem sou eu?? É só para pensar (e comentar, claro! kkk).

Obrigada Lucília, muito boa a referência!! (Abraço em todos os nossos leitores de Portugal, em especial, para Lucília!).

Foto: herzogbr (Flickr)

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

5 COMENTÁRIOS

  1. Li a reportagem e achei bastante interessante e contraditória.
    Há cerca de três semanas atrás, aqui no RJ, houve o congresso brasileiro de neurologia e eu compareci. Fui em 95% das palestras ligadas a demências e envelhecimento e grande parte ressaltou e enfatizoua importância do Terapia.Ocupacional, da Fisioterapia e Neuropsicologia, principalmente em relação a reabilitação.

    O ideal é termos a fonte deste estudo para pesquisarmos na neurology. Não tiro mesmo o mérito da pesquisa, mas confesso que fiquei aqui com a “pulga atrás da orelha”..(qu tenso..rs!)

    Penso que existam outras questões para justificar este aceleramento da D.A….mas..vamos discutir!!

  2. Então….não sou da área, sou advogada, mas a realidade, os fatos que tenho vivido há 02 anos, têm me levado a ler muito sobre o assunto. E penso que o texto é pouco esclarecer e superficial, pois temos de refletir sobre qual tipo de atividade é a adequada, para servir de estímulo cognitivo, sem cansar as demais partes do cérebro. Imaginem que todo o nosso corpo, como máquina, tem peças que se desgastam e, assim, também é com as funções do nosso cérebro. Do mesmo modo, temos a lei do uso e desuso, tudo aquilo que não se usa atrofia, mas tudo aquilo que usamos em demasia se desgasta. A questão é mais subjetiva, porém posta desta maneira parece simplista, mas vamos raciocinar de maneira mais profunda e imaginar que tipo de atividades podem ajudar a cognição sem acelerar a demência., Bem, já sabemos o que pode ajudar na parte cognitiva, agora temos de pensar o que poderá desgastá-la mais rapidamente . Parece-me simples, não podemos exigir dos apcientes que eles sejam submetidos a tarefas que não gostem, que não lhes remeta a nada da sua vida, não adianta chegarmos com exercícios prontos, criados por profissionais renomados, se o paciente não responde aquele tipo de atividade, porque nunca foi a sua área de interesse.. MInha sugestão, baseada na minha vida prática, é que as atividades, ditas como boas,sejam readequadas conforme o grau de interesse do paciente. Aquilo que não é de seu interesse e que o obrigamos executar pode exigir demais de seu cérebro e ao invés de ajudá-lo deverá criar um bloqueio e , assim prejudiciar o seu estado. Já se adequamos o exercício a algo que o estimule, isto só fará bem. Para tanto, basta observarmos qual é o tipo de exercício que fará o paciente estar alegre, rir, ou, então, pensemos em criar situações que tornem o exercício um estímulo, fazendo-o rir, alegrar-se, pois a alegria gera frutos positivos, isto não se ´pode negar. A cabeça se abre e novos estímulos são gerados. Já aquilo que for maçante de igual maneira o fará utilizar uma parte do seu cérebro que poderá prejudicá-lo ao invés de ajudá-lo. Creio que infelizmente vários profissionais estão focados tão somente em suas convicções, naquilo que aprenderam e como devem aplicar.Os profissionais pregam este tipo de conduta, mas na prática raros são os que conseguem executar suas funções desta maneira. Sinceramente, não creio que o exercício mental acelere a deterioração cognitiva em casos de demências. Creio sim que existam profissionais pouco observadores e pacientes, pois trabalhar com pessoas portadoras de demência requer muita PACIÊNCIA e OBSERVAÇÃO, para sabermos como devemos agir. Tenho duas situações em cassa , uma demência adquirida(AVC/TCE) e outra pelo avanço da idade (Alzheimer) e, em ambos os casos aplico o que disse aqui e vejo em ambos resultados satisfatórios, porém cada um recebe tratamento diferenciado, mas ambos tem de mim algo em comum, com ambos SOU extremamente PACIENTE .

  3. Um mistério da meia noite… tradução errada…. a única explicação é que é muito equivocada!!! fiquei feliz em saber que os neurologistas estão valorizando o trabalho dos fisios, T.Os e neuropsis!!
    se isso for verdade acho que vou ter que me aposentar!!!:/

  4. Não acedi à noticia, mas posso deixar a minha opinião de 11 anos experiência com idosos institucionalizados. O Ser humano é muito mais que uma interpretação cognitiva ou neuropsicológica principalmente se reduzirmos a nossa abordagem ou intervenção a exercícios cognitivos. Em relação a utentes que ainda não estão demenciados mas que estão “desistentes” e em risco de demência é procurar na história de vida o que o “liga” (contrário de “desliga”) e recriar esse projecto de vida “ligar” as emoções “positivas” ao presente e dar um “retoques” psicoterapeuticos – É um bom exercício cognitivo!
    Aqueles que já estão demenciados estabilizam com este exercício: “qualidade relacional”, que começa no olhar, a forma como se “olha” e depois toca o utente tira-lhe logo a ansiedade, a angustia, a incompreensão. Se lhe perguntar o ano pode até estar em 1930, se sabe subtrair de 7 em 7, não sabe, se sabe o meu nome, não sabe. Mas se está feliz? Está. E tenho casos que realizam algumas tarefas melhor que algumas funcionárias.
    Alguém dizia é um trabalho de Paciência, eu acrescentava de muita sensibilidade técnica.
    Para mim são estes exercícios que fazem sentido e para os utentes o melhor exercício é que lhe ajudem a dar um sentido ao que sentem, nem que seja com um “olhar”.
    Rui Neves

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