Estratégias Cognitivas e a Exposição aos Ambientes Naturais Favorecendo Funções Executivas

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Artigo publicado na Frontiers in Psychology (Cognitive Strategies and Natural Environments Interact in Influencing Executive Function – 2018) traz informações pertinentes para os profissionais da área da saúde cognitiva, em especial terapeutas ocupacionais que trabalham utilizando ocupações com significado. Confira:

Estudos têm demonstrado que os ambientes naturais têm uma influência positiva no funcionamento executivo. A exposição à natureza tem sido associada a melhorias nas funções executivas centrais, como memória de trabalho e inibição de resposta. Essa conexão entre o funcionamento executivo e a exposição a ambientes naturais nos estudos é feita por meio de caminhadas, vídeos e fotos.

De modo geral, a exposição a ambientes naturais parece ter um impacto direto e positivo sobre o funcionamento mental executivo, possivelmente por meio de mecanismos como a restauração da atenção, a satisfação de impulsos humanos inatos e a melhoria dos mecanismos de atenção direcionada a metas.

Estratégias cognitivas específicas podem aprimorar a função executiva ao influenciar o desempenho e o controle cognitivos. No contexto do estudo discutido no estudo, foi demonstrado que a adoção explícita de estratégias de controle, como abordagens instrucionais ativas versus passivas, influencia o desempenho cognitivo. Os participantes instruídos a adotar uma abordagem cognitiva ativa, direcionando sua atenção para características e objetos específicos, demonstraram melhor desempenho em comparação com aqueles que adotaram uma abordagem passiva.

A Teoria da Restauração da Atenção sugere que as interações com a natureza podem restaurar ou melhorar os mecanismos de atenção direcionada a objetivos. Além disso, a hipótese da biofilia propõe que as interações com a natureza satisfazem os impulsos humanos inatos de se conectar com o mundo natural.

Pesquisas em psicologia cognitiva também destacaram a importância das estratégias cognitivas no aprimoramento da função executiva. Por exemplo, em tarefas como categorização de objetos e busca visual, a adoção de estratégias de controle ativo que envolvem o direcionamento ativo da atenção e o envolvimento com a tarefa pode levar a um melhor desempenho. Essas estratégias ajudam os indivíduos a se concentrarem, organizarem as informações e tomarem decisões de forma mais eficaz, melhorando, em última análise, sua função executiva.

Portanto, o envolvimento em estratégias cognitivas ativas que envolvem esforço consciente, controle e atenção direcionada pode ser benéfico para aprimorar a função executiva. Ao se envolver ativamente nas tarefas, os indivíduos podem melhorar seu desempenho cognitivo e otimizar seu funcionamento mental executivo.

A pesquisa sobre a interação entre estratégias cognitivas e ambientes naturais para influenciar a função executiva tem várias implicações para os indivíduos que buscam aprimorar seu desempenho cognitivo na vida cotidiana:

1. Utilização de estratégias cognitivas ativas: Os indivíduos podem se beneficiar da adoção de estratégias cognitivas ativas que envolvem esforço consciente, controle e atenção direcionada. Ao se envolver ativamente com tarefas e se concentrar em características e objetos específicos, os indivíduos podem melhorar sua função executiva e seu desempenho cognitivo.

As estratégias cognitivas ativas mencionadas no texto são aquelas que envolvem um enfoque ativo e direcionado durante a realização de tarefas. Isso inclui estratégias que requerem um esforço consciente, controle e atenção direcionada, como por exemplo, direcionar a atenção para características específicas e objetos durante a execução de uma tarefa. Essas estratégias ativas têm sido associadas a uma melhoria no desempenho cognitivo em comparação com abordagens mais passivas.

2. Buscar exposição a ambientes naturais: Incorporar a exposição a ambientes naturais nas rotinas diárias pode ter um impacto positivo no funcionamento mental executivo. Passar um tempo na natureza, seja por meio de caminhadas, vídeos ou simplesmente desfrutando de espaços verdes, pode ajudar a restaurar a atenção, reduzir o estresse e potencialmente melhorar as habilidades cognitivas.

3. Equilíbrio entre estratégias cognitivas e exposição ambiental: É importante encontrar um equilíbrio entre as estratégias cognitivas e as influências ambientais. O estudo sugere que a natureza pode atenuar os efeitos das instruções da tarefa, indicando que a combinação da exposição a ambientes naturais com estratégias cognitivas ativas pode levar a um desempenho cognitivo ideal.

4. Envolvimento consciente na tarefa: Estar atento às estratégias cognitivas e ao ambiente ao redor durante as tarefas que exigem função executiva pode levar a um melhor desempenho. Ao escolher conscientemente abordagens cognitivas ativas e considerar o impacto do ambiente, os indivíduos podem aprimorar suas habilidades cognitivas.

5. Mais pesquisas e autorreflexão: Os indivíduos interessados em melhorar seu desempenho cognitivo podem se beneficiar ao se manterem informados sobre as pesquisas mais recentes em psicologia cognitiva e influências ambientais sobre a cognição. Além disso, a autorreflexão sobre as estratégias cognitivas pessoais e o impacto de diferentes ambientes sobre o funcionamento cognitivo podem ajudar as pessoas a adaptar suas abordagens para obter um desempenho ideal.

Concluindo, ao incorporar estratégias cognitivas ativas, buscar exposição a ambientes naturais, encontrar um equilíbrio entre as estratégias e as influências ambientais, praticar a participação consciente na tarefa e manter-se informado sobre as descobertas da pesquisa, os indivíduos podem trabalhar para aprimorar seu desempenho cognitivo na vida cotidiana.

 

FONTEFrontiers
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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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