É uma boa ideia levar um membro da minha família com Alzheimer a um restaurante?

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Foto: via reab.es

Sabemos que as pessoas com doença de Alzheimer precisam se manter ativas e fazer as coisas de que gostam (quem não precisa, né? Mas eles também precisam!!). No entanto, sempre é fácil planejar algo diferente no dia, pois uma mudança na rotina pode ser muito desorganizador para quem tem DA.

Se o seu familiar está nos estágios iniciais da doença, não há problema, pois é saudável para ele continuar fazendo todos os tipos de caminhadas, desde que se sinta confortável. O mais importante é perceber que existe um ritmo a seguir e procurar sempre as horas do dia que sabe que estão em melhores condições.

Um amigo comentou que já tinha levado sua mãe a alguns lugares que não tinham funcionado; e, isso ficava claro desde o início: Ela ficava em silêncio ou fazia comentários como: “Tenho certeza que aqui não tem nada que gosto” ou “Não estou com fome”. Por outro lado, em outros restaurantes, ela pedia a própria comida e falava muito. Ela parecia feliz. São sinais como esses que podem mostrar um caminho a seguir.

Então, se você quer levar uma pessoa com Alzheimer a um restaurante, preste atenção nos pontos  a seguir para que o passeio tenha mais chances de sucesso:

1 – Planeje o passeio com antecedência: Antes de levar seu familiar a um restaurante, organize o passeio, pense no tipo de comida, o espaço do restaurante, o melhor horário, etc.
2 – Defina o restaurante com base nos seguintes dados:
A pessoa com Alzheimer … conhece o restaurante? Gosta da comida oferecida? É um ambiente tranquilo e de fácil acesso? tem boa iluminação? você tem um serviço amigável e compreensivo?
Se a resposta a todas estas questões for sim, está no caminho certo e este restaurante pode ser uma excelente opção.
3 – Escolha um dia e horário adequados para sair: uma opção melhor é aqueles à luz natural e, se sair mais cedo, a pessoa ficará menos cansada e com certeza haverá menos pessoas no restaurante; bem como, o serviço irá atendê-lo da forma mais rápida e eficaz
4 – Quando fizer a reserva, peça uma mesa perto do banheiro e em uma área mais tranquila.
5 – No restaurante, você pode ajudar a pessoa a escolher o prato que gosta. Você pode ler partes do menu ou mostrar a ele uma foto da comida. (Cardápios com muitas opções podem confundir, desestimular…). Avise o atendente sobre quaisquer necessidades especiais, como colheres extras, tigelas ou guardanapos.
6 – Pergunte à pessoa com Alzheimer se ela quer ir ao banheiro e acompanhá-la.

O que devemos evitar ao levar uma pessoa com Alzheimer a um restaurante?

Evite jantares: Lembre-se de que o pôr do sol pode confundir a pessoa com DA e quanto mais tarde ficar, mais confuso seu familiar ficará. Então melhor a hora, o se quiser algo à tarde, que seja um lanche.

Evite restaurantes com buffet livre: quanto menos decisões, melhor. Portanto, escolha um site com um menu com poucas opções.

Evite restaurantes e lugares da moda: você pode querer levá-lo a este lindo restaurante novo na vizinhança, mas tenha cuidado! Este restaurante ou bar de bairro muito procurado no happy hour pode estar lotado e barulhento.

Evite locais com música de fundo alta ou entretenimento ao vivo. Pelas mesmas razões, eles podem confundi-los e oprimi-los.

Fuja dos ambientes mais sombrios – aquele restaurante italiano sombrio romântico ou mesmo algumas churrascarias tentam proporcionar um ambiente aconchegante para você ou para mim, mas para alguém com doença de Alzheimer torna-se assustador. Procure locais iluminados com poucos elementos decorativos.

Evite opções múltiplas com muitas etapas: esses tipos de restaurantes se tornaram comuns e estão na moda hoje em dia e podem confundir alguém com Alzheimer. Não há menus em que você tenha que adicionar coisas ou decidir os ingredientes que vai levar.

Talvez mesmo seguindo todos os passos, seu passeio pode não sair como planejado, mas está tudo bem. Mudanças de humor fazem parte da rotina quando cuidamos de uma pessoa com Alzheimer. É melhor não ter grandes expectativas. Uma das maneiras de fazer uma pessoa com Alzheimer feliz é identificar quais atividades são significativas para ela, seus gostos e maneiras de se divertir.

 

 

VIAthediaryofanalzheimerscaregiver
FONTEReab.esp
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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