Reabilitação de reconhecimento das emoções: benefícios na Doença de Alzheimer

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Estudo publicado na Revista Neurologia foi o primeiro a analisar o efeito da reabilitação de reconhecimento das emoções com estimulação cognitiva em pessoas com doença de Alzheimer (DA). O estudo investigou a reabilitação para reconhecimento das emoções na função cognitiva, humor, anosognosia, capacidade funcional (atividades básicas e instrumentais da vida diária) e reconhecimento de emoções das pessoas com DA. Supõe-se que a capacidade de reconhecer a expressão facial de emoções básicas poderia ser restaurada nestes pacientes.

A DA tornou-se um desafio para a saúde pública devido à sua alta prevalência e consequências socioeconômicas associadas. A combinação de tratamentos farmacológicos com intervenções psicossociais, tais como a estimulação cognitiva pode contribuir para retardar a progressão da doença e reduzir o seu impacto econômico.

Além da deterioração das funções cognitivas, as pessoas com DA sofrem uma deterioração da capacidade de reconhecer emoções superiores associadas com o envelhecimento normal. Esta dificuldade pode causar alterações na relações porque reconhecimento de emoções é a chave para a comunicação não-verbal e modula a interação com o ambiente social. Apesar disto, não se desenvolveu nenhuma intervenção específica para reabilitar a capacidade de reconhecer emoções nesta população.

Estudos com pessoas com Esquizofrenia demonstraram que é possível restaurar a capacidade de reconhecer emoções e que o tratamento pode ter efeitos positivos sobre as funções cognitivas. Algumas  áreas do cérebro envolvidas no processo de reconhecer emoções também está envolvidas com as funções executivas, linguagem, memória e atenção. Isso poderia explicar que a reabilitação da capacidade de reconhecer emoções também afeta essas funções.

De forma resumida, os resultados indicam que o tratamento tem vantagens para alcançar melhores resultados nas funções cognitivas e melhorar as atividades de vida diária e a capacidade de reconhecer emoções nos pacientes.

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Alzheimer: entenda a doença!

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

1 COMENTÁRIO

  1. Muito obrigada por sempre compartilharem essas notícias, isso coloca em mim uma esperança de que em um futuro bem próximo essa doença tão castigadora possa existir em menor proporção e com grandes chances de tratamento e até mesmo a cura. Há sete anos enfrentamos junto com a minha avó essa doença, é muito triste ver como o progresso da doença é rápido e com efeito devastador, hj estou terminando a minha monografia que é um simples aplicativo pra realizar o Teste Stroop que avalia a cognição, usei muitas informações que estão disponíveis aqui. Mas minha maior inspiração não se lembra mais nem quem eu sou ou até mesmo o meu nome. Vocês realizam um trabalho incrível, não parem jamais!
    Obrigada.

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