Tantas perguntas relacionadas ao cotidiano envolvem os contextos de cuidado. Detalhes do dia a dia que nós, até mesmo como terapeutas nos questionamos. Recebemos essa pergunta sobre o luto no Alzheimer e aqui está a resposta:

O paciente precisa vivenciar o luto em algum momento. Ele precisa saber, ao menos uma vez, independente do tempo de luto, que pode ser um minuto, segundos ou horas.

Caso ele persista perguntando pelo ente que não está mais no convívio, não deve ser confrontado, o ideal é distraí-lo. Por exemplo: Se ele persiste em preparar a mesa de jantar para o falecido. Espere que ele termine a organização e em seguida sugira que ele jante antes que a comida esfrie, por exemplo. Diga que depois a pessoa que ele está esperando chega e janta.

O importante é que ele vivencie o luto ao menos uma vez.

E você, tem alguma outra pergunta sobre o cuidado cotidiano da pessoa com Alzheimer ou sobre qualquer outra condição? Pergunta, que a gente procura um especialista, caso não saibamos responder.

Agradecemos a Antônio Rodrigues, Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) da @clinica.buscavida pela resposta!

E você, como profissional ou cuidador, já passou por uma situação de luto vivida por uma pessoa com Alzheimer, quais os maiores desafios que enfrentou e como conduziu?i

4 COMENTÁRIOS

  1. Minha mãe está na fase moderada do alzheimer, na maioria das vezes se recorda que meu irmão faleceu. Eu devo levá-la ao cemitério para visitar o túmulo do filho, ir se ela pedir, ou senão pedir não incentiva-la a ir e deixar pra lá esse assunto? Como lidar? Obrigada

    • Olá Soraya, é bem comum que em alguns casos a pessoa lembre-se de alguns fatos como este.
      Não existe uma resposta única para sua pergunta, mas para alguns casos, recomendamos que o foco do assunto seja mudado, para que não exista uma repetição de um sofrimento, entende?
      Sobre levá-la ao cemitério, é algo que ela pede? Caso a resposta seja sim, e a negação deste pedido seja algo que dispare alterações comportamentais, você pode aceitar e lavá-la para passear, pode ser uma opção, você aceita o que ela pediu e no lugar de levá-la ao cemitério, pode levá-la a um passeio, sem necessariamente recusar o pedido dela ou falar que mudou o plano.
      Espero ter sido clara.

  2. Meu pai faleceu tem 20 dias e minha mãe tem alzheimer, quando ela pegunta por ele, falamos o que aconteceu e ela fica sofrendo muito, depois esquece, só que tem perguntado muitas vezes e cada vez fica mais triste ainda e está ficando muito agitada quando vai dormir, já não sabemos como lidar com essa situação, seria melhor não falar mais que ele faleceu?

    • Olá Joanice, recomendamos que não a diga mais, sabendo que ela vai esquecer é repetir o sofrimento, que pode levar a alterações comportamentais, momentos de isolamento social e consequentemente mais prejuízos na cognição.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.