Quando o assunto é desenvolvimento infantil: menos brinquedo é mais!

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Final do ano e férias são épocas do ano em que as compras de brinquedos para crianças atingem o seu máximo. Todas as lojas e carrinhos de compra online estão cheios de pais e familiares sedentos por realizar sonhos, proporcionar memórias, ocupar tempo com algum aprendizado. Afinal, brincar é aprender! Mas antes de concluir as compras, há uma nova pesquisa feita por uma equipe de profissionais de terapia ocupacional que deve ser considerada.

Alexia Metz, professor associado do Programa de Doutorado em Terapia Ocupacional da Universidade de Toledo, com três estudantes, Carly Dauch, Michelle Imwalle e Brooke Ocasio, publicaram na revista Infant Behavior & Development , “The Influence of the Number of Toys in the Environment on Toddlers’ Play.” (Tradução livre: A Influência do Número de Brinquedos no Ambiente de Brincadeira das Crianças”). O estudo examinou os hábitos de jogo de 36 crianças com idade entre 18 e 30 meses. Durante o estudo, as crianças foram colocadas em quartos com 4 brinquedos ou 16 brinquedos e observados. A equipe descobriu que as crianças na sala com uma abundância de brinquedos apresentavam menor qualidade de jogo e que oferecendo menos brinquedos de uma só vez ajudaram as crianças a se concentrar melhor e a jogar de forma mais criativa.

Os pais e mães não precisam ser terapeutas para observarem que quanto mais ocupados os ambientes estiverem, menos as crianças tendem a manter o foco no que estão brincando e se mexem mais pelo ambiente.

Para aqueles que têm itens vários de uma lista de compra para os pequenos (seja para loja física ou virtual), profissionais de terapia ocupacional especialistas em pediatria podem te ajudar a entender a adequação dos brinquedos e ajudar na seleção para que esses possam ajudar as crianças no desenvolvimento físico, cognitivo e social.

De uma forma geral, sempre é importante lembrar que as experiências muitas vezes são grandes presentes: ingressos para museus, centros de ciências, exposições de arte, aulas de música, dança… esportes são excelentes exemplos!!

Se a criança já tem muita coisa em casa, é válida a rotação de brinquedos. Fique atento ao gerenciamento dos brinquedos que estão acumulados. Reduzir o número de de escolhas que as crianças têm pode diminuir a ansiedade, o estresse e promover o sentimento de apreciação pelo o que tem.

Para quem quer ler a pesquisa:   2017 Nov 27;50:78-87.The influence of the number of toys in the environment on toddlers’ play.

Imagem: Freepik

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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