O que é Iatrogenia nas terapias?

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A Iatrogenia refere-se a uma doença ou condição causada por efeitos adversos (ou seja, indesejados) de condutas médicas durante um tratamento. Uma intervenção que tem como resultado prejuízo à saúde do paciente. O exemplo mais frequente é a medicação nas condutas médicas, mas você sabia que também existe a iatrogenia não-medicamentosa?

Os terapeutas podem cometer a iatrogenia não-medicamentosa por uma condução ou omissão. Uma conduta dada por um terapeuta pode ser iatrogênica, interferirindo negativamente no processo terapêutico e, consequentemente, no prognóstico do caso. Um exemplo, é quando um profissional dá uma orientação que não é adequada à necessidade do cliente ou se omite diante de uma situação ou condição que findará em prejuízo à saúde do paciente em reabilitação.

No meio da reabilitação isso pode ser evitado de forma prática, confere algumas dicas:

  1. Invista da educação do cuidador. Ao recomendar uma conduta (exercício, atividade, transferência…) ao cliente ou cuidador, garanta que ele aprendeu como deve ser feito. Alguns exercícios ou transferências quando mal executados podem ser iatrogênicos. Ao orientar peça que ele execute com sua supervisão e só liberar para o cuidador ou paciente fazer sozinho quando houver a certeza que está sendo feito como foi orientado.
  2. Anote o que foi orientado. Antes de preescrever alguma atividade/exercício novo garanta que o cuidador/paciente compreenderam o que deve ser feito a partir de agora. Tente deixar sempre anotado quais o que ele precisa executar e deixe claro quando os anteriores não devem ser mais utilizados.
  3. Observe a rotina do paciente, muitas vezes a rotina cheia de atividades pode ser prejudicial para o próprio desempenho das tarefas solicitadas. No caso de crianças, a rotina pode ser preenchida com muitas atividades extracurriculares: esporte, línguas, etc. Incluir atividades novas deve envolver um conhecimento e um planejamento prévio (procure um Terapeuta Ocupacional) com organização dessas tarefas para que o envolvimento com a mesma seja efetivo com maior engajamento e mais resultados.
  4. O cuidado com o cuidador: Muitas vezes, nós como reabilitadores cobramos diretamente ao cuidador a continuidade de algumas atividades em casa, mas não observamos a rotina de quem cuida. Muitas vezes, sobrecarregando com mais trabalhos o cuidador, o que faz com que ele não priorize, seja pela dificuldade ou pela alta demanda.
  5. Trabalhe com empatia, lembre-se de perguntar e estar atento ao momento de vida do paciente, do cuidador e o contexto que ele vive; isso será fundamental para que sua orientação seja viável naquele momento. O tipo de orientação para casa, a quantidade e o nível de suporte necessário para tal precisa ser confortável para aquele momento de vida.
  6. Adeque a atividade para a capacidade. Essa questão é básica, mas vale sempre destacar, final qualquer pedido de difícil execução pode gerar frustração, falta de motivação e não engajamento na terapia.

No universo da reabilitação o cuidado vai além do olhar nossa parte, mas estar atento ao todo. E, no que diz respeito “a nossa parte”, ou seja, nossa especialidade vale o lembrete que condutas não medicamentosas podem ser tão prejudiciais quanto a falta delas.

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