Como ter tempo para cuidar de mim?

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Mão lavando um talher em uma pia

O equilíbrio traz saúde. E, a saúde física e mental têm uma relação direta também com o equilíbrio das nossas ocupações. (Referência do Estrutura). O equilíbrio entre as atividades de trabalho, de lazer e de atividades de “sobrevivência básica” (comer, dormir, tomar banho e etc) garante que o corpo e a mente estão tendo a chance de serem estimuladas e de terem a pausa merecida para “recarga”. Neste ponto acho válido lembrar que os tempos dedicados ao ócio (o “fazer nada”) e ao sono são valiosos.

Ter a real consciência da importância do equilíbrio das atividades ao adequado funcionamento físico, cognitivo, social e emocional é o primeiro passo para buscar uma rotina onde o tempo para as pausas, para o lazer e o sono deixam de ser “um sonho” e passam a ser uma prioridade.

Na grande maioria das vezes as tarefas da vida profissional tomam boa parte da rotina. E podem ser apontadas como maior vilã da “falta de tempo para cuidar de si”. E, se trazemos essa realidade para a vida de cuidadores de idosos que são familiares, por exemplo, a vida profissional e pessoal podem se confundir e isso trazer um desafio maior para essa consciência. Bem como, se falamos de profissionais de reabilitação e saúde, o limite do cuidado do outro e da prioridade consigo pode ser bastante desafiador. E, neste caso dos profissionais, não parece ser a falta de conhecimento intelectual sobre o cuidado o problema para o cuidado consigo aconteça.

Uma avaliação sincera com a motivação de olhar para “resolver o problema da falta de tempo” pode ser o segundo passo nesse caminho do autocuidado. Ao avaliar a rotina e as atividades envolvidas a pessoa pode encontrar as soluções para reorganização que vai proporcionar tempo para cuidar de si. Claro que cada vida é uma situação diferente a ser avaliada, mas algumas reflexões como “realmente preciso fazer essa tarefa/atividade” podem ajudar a eliminar tarefas da rotina, seja porque ela não precisa ser realizada ou ela pode ser realizada por outra pessoa que não é você (ou seja, sua rede de apoio pode dar conta).

Um terceiro passo que quero deixar mais claro, porque ele já apareceu no parágrafo anterior, é organização. Ou seja, eliminar tarefas, atividades faz parte desse processo da organização de uma rotina que contemple você, seu bem-estar.

Sendo assim, lembre-se que para “ter tempo para cuidar de si” você deve:

  1. Ter consciência dessa importância (e esse post pode ter te servido para isso!);
  2. Fazer uma avaliação sincera da sua rotina para identificar quais atividades são mais desafiadoras para você ter um tempo de autocuidado.
  3. Buscar eliminar tarefas/atividades que podem ser retiradas da sua vida ou que podem ser realizadas por outra pessoa.

Uma dica final nesse raciocínio pode ser: pequenas coisas podem te ajudar “a ganhar tempo”. Não precisa ser uma retirada de atividades complexas de serem alteradas (estas podem até sair, mas precisam de uma demanda maior para isso), às vezes, simples hábitos como o famoso tempo no celular vendo as redes sociais tira de nós um tempo que pode ser usado para atividades de autocuidado como uma meditação ou uma atividade de leitura ou repouso. Pense nisso!

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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