Como podemos definir o “cuidar”?

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Ao receber um convite para escrever algo sobre o cuidado, prontamente, me lembrei da Fábula de Higino na obra Ser e Tempo do filósofo alemão Martin Heidegger.

A partir da temática  do cuidado, essa fábula incita muitas reflexões. Nela o cuidado é uma condição humana. O cuidado possuirá o homem enquanto viver. Enquanto houver vida, o homem pertencerá ao cuidado, a cada hora, minuto, instante; não havendo distinção entre cuidado e vida humana. Ambos entrelaçam-se, confundem-se numa só unidade: “O homem, vivendo, cuida; cuidando, vive“.

As atividades do cuidar fazem parte das tarefas específicas de todos os profissionais de saúde e da educação, bem como, de todos os seres humanos que vivem em sociedade. Na prática profissional, no meu fazer diário percebo a importância da atividade do cuidar para o desenvolvimento físico e emocional das pessoas. Equivale para o sujeito a construção de uma experiência integrada, onde acolhemos, sustentamos, reconhecemos e nos implicamos na singularidade do outro, possibilitando o experienciar, a vivência de ser cuidado.

Essa experiência não se constitui se não puder ser primeiramente exercida, ensinada, facilitada pelos cuidados de que somos alvos. Desde o início da vida até sua finitude, o cuidar tem valor estruturante.  Reconstrói laços, desata nós, ressignifica vidas e possibilita mudanças. É na escuta ativa e na presença sensível que nos implicamos com a existência do outro. É no exercício diário da empatia que reconhecemos a extensão que a atividade do cuidar pode alcançar. É no respeito as subjetividades que aprendemos  a ser presença reservada, não invadindo, não indo além do que o outro pode receber naquele momento. 

O cuidar supõe reconhecimento da dimensão humana. O olhar de cuidado para com o meio ambiente e para com as pessoas de todas as idades, credos, etnias e identidades resgata os elos de humanidade tão fragilizados na atualidade.

Leonardo Boff adverte :”o cuidado serve de crítica à nossa civilização agonizante e, também, de princípio inspirador de um novo paradigma de conviviabilidade”(Boff,2003,p. 11-13).

Fontes consultadas: Por uma ética do cuidado/Marisa Schargel Maia(org.) | As diversas faces do cuidar…/Luis Cláudio Figueiredo

Autora: Carla Maciel | Psicóloga

 

 

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Ana Leite
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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