Aguçando os sentidos

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Recentemente li uma frase que me fez retomar, mais uma vez (Ana, sei que você adora isso), a importância da estimulação sensorial nos casos de disfunção cognitiva. Afinal, os nossos sentidos são a porta de entrada das informações que irão ser processadas e armazenadas para formar a nossa tão falada ¨memória¨.

A frase é: ¨Seu corpo todo é um registro vivo de sensações do seu passado, que você apreciava e buscava, ou, ao contrário, odiava, temia e evitava¨. (READER’S DIGEST, 2006)

Mas como estimular esses sentidos nos nossos idosos?

Vão algumas dicas!!!!

Paladar:

  • Busque informações sobre os alimentos preferidos do paciente. Faça-o recordar sabores que lhe remetam a outras épocas da sua vida.
  • Que tal, posteriormente, fazer uma atividade para que o mesmo possa distinguir diferentes sabores? Inclua na atividade os elementos citados por ele.

Visão:

  • Descrever detalhes dos ambientes do domicilo e das características físicas de pessoas próximas pode ser bastante rico.

Olfato:

  • Realize uma atividade para reconhecer aromas. Estimule o cliente a associar diferentes odores a pessoas ou épocas da sua vida.

Audição:

  • Música!!!! Use e abuse delas.
  • Gravar depoimentos de pessoas próximas e estimular o cliente a descobrir de quem é a voz é uma boa dica.

Tato:

  • Estereognosia: estimule-o a identificar diferentes objetos com as mãos.
  • Para quem gosta de cozinhar: prepare uma receita que proporcione o toque de diferentes alimentos e texturas.

Vocês costumam explorar esses sentidos? Comentem?

Ana, foi só uma palhinha. Espero um post seu sobre o assunto.

Ana Paula Mendes

Fonte: 101 Maneiras de Melhorar sua Memória. Reader’s Digest, 2006.

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Ana Leite
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

4 COMENTÁRIOS

  1. Amei o post, pois sempre que penso em “estimulação sensorial” penso relacionada a crianças. Nunca havia refletido sobre como seria atividades assim com idosos… isso me estimulou a pensar mais sobre essas atividades! Parabéns!!!

  2. Massaaaaaaa!!!!!! Amo este assunto, acho que tem tudo a ver com Cognição, com quem trabalha e precisa de estimulação cognitiva. Ainda essa semana, um tapete me ajudou o melhorar o nível de alerta de uma idosa com Alzheimer. Vou escrever sim, prometo!! Mas cá entre nós, mais prática que vc (Ana Paula) com suas dicas: impossível!!!

  3. Adorei as dicas. Também concordo que os sentidos são as vias de entrada de informações sobre tudo o que nos rodeia, então vou explorar mais a estimulação sensorial, apesar de já utilizar muito a visão, o tato e a audição com jogos, leitura,contação de histórias, durante as sessões terapêuticas.Parabéns!

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