O pé da pessoa idosa, nunca deve ser negligenciado, em especial quando cuidamos ou falamos de uma pessoa idosa. O “pé diabético” é uma complicação relacionada ao diabetes mellitus, que causa neuropatias e perda de sensibilidade nos pés. Sendo assim, uma condição que requer muita atenção dos profissionais, familiares, cuidadores que acompanham a pessoa idosa; seja, apoiando a pessoa idosa, que necessita, de apoio neste monitoramento do cuidado, seja naqueles dependentes.
Dentre as orientações de cuidado com o pé diabético, estão:
- Inspeção diária dos pés e calçados: É fundamental realizar uma inspeção visual todos os dias para identificar calosidades, lesões ou objetos estranhos dentro dos sapatos.
- Uso de calçados adequados: Nunca andar descalço, mesmo em casa. Deve-se usar calçados fechados e adequados.
- Higiene e Hidratação: Manter os pés limpos e bem hidratados, sem exagerar na quantidade de creme entre os dedos para evitar quedas por deslizamento.
- Cuidado com as unhas: O corte das unhas deve ser feito com cuidado para evitar traumas.
- Uso de meias adequadas: Recomenda-se o uso de meias sem costura para evitar atritos que possam causar lesões.
- Triagem profissional: A realização de exames físicos, como o teste do monofilamento de 10g para avaliar a sensibilidade protetora, deve ser feita por profissionais de saúde pelo menos uma vez ao ano.
Um destaque especial será dado aqui à atenção ao calçado: pacientes com diabetes não devem usar calçados abertos, como chinelos ou sandálias, para evitar que pedrinhas ou outros objetos estranhos entrem no calçado e causem lesões na pele, devido à perda de sensibilidade. Além do risco de quedas, que aumenta, quando a pessoa idosa, usa calçados inadequados como sandálias.
De acordo com o Dr. Humberto Alexandre Amadori no podcast #43 da SBGG Nacional, a triagem deve ser realizada pelo menos uma vez ao ano para todos os pacientes com diabetes. No entanto, para pacientes classificados como sendo de maior risco, a avaliação profissional deve ser feita a cada três meses. Como em todo processo de cuidado, é necessário uma personalização, ou seja, converse com o médico responsável e entenda quais as necessidades individuais.

