Atividades com objetos da casa: conheça essas sugestões

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A cozinha é extremamente rica do ponto de vista cognitivo, disso ninguém duvida. Pensando nessa riqueza inquestionável, vamos propor a seguinte atividade:

Separe alguns objetos da cozinha (que não ofereçam risco à segurança do cliente), ponha em um recipiente, pode ser uma cesta, como mostra a figura, e tente explorar:

 

  •  Nomeação dos objetos (não somente nomear, mas também trabalhar com as letras, as sílabas…)
  •  Relações de função (qual é a função principal de cada um? Quais outras funções ele poderia ter?)
  • Quais os alimentos estão relacionados aos objetos dentro da cesta (aqui você pode simplesmente buscar da imaginação dele ou mostrar figuras desses objetos para o paremento)
  • Em quais refeições os objetos aparecem mais (Café da manhã? almoço? sobremesa?)
  • Quais os sons relacionados ao uso desses objetos na cozinha
  • Peça para que ele mostre os movimentos relacionados ao uso desses objetos.
  • Locais onde devem ser guardados

Essas são algumas possibilidades de uso desse recurso. Para que se atinjam finalidades cognitivas e/ou motoras é necessário um uso baseado na avaliação do cliente e nos objetivos da terapia. Não esqueçam disso!!

Ah, para quem gostou da ideia de trabalhar com a cesta de objetos, achamos também a ideia de cestas que visavam fazer o paciente concluir qual era a característica de cada uma das cestas, ou seja, dos grupos. Veja:

1 Cesta de objetos de madeira.

2 Cesta de objetos macios.

3 Cesta com objetos redondos ou de anéis.

4 Cesta de objetos sonoros.

5 Cesta de objetos preto e branco.

A partir dessa atividade, você pode imaginar muitas outras, não acham? Usem suas cestas e soltem suas imaginações.

Quer mais ideias de atividades para você adaptar às suas necessidades? Clica aqui.

Fonte: Counting Coconuts

 

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

10 COMENTÁRIOS

    • Oi Célia, isso vai muito da tolerância de quem está participando com vc da atividade. Um bom tempo (da pessoa interagindo com vc) na atividade é 30 minutos, mas isso depende muito. O importante é não insistir quando não está mais prendendo o interesse. O importante nem é tanto o tempo, mas a qualidade da interação. =)

  1. Estou muito feliz com o blog. Venho utilizando sempre nas minhas terapias com idosos.
    Parabens pelas matérias sempre de alto nível.
    Aqui no Núcleo de Desenvolvimento Integrado Eliana Saldanha indicamos o blog aos terapeutas, familiares e cuidadores.
    Deus abençoe vc e sua equipe.

  2. Parabéns, acho muito rico explorarmos o ambiente residencial. Esta atividade sugerida acredito ser de grande valia , pois trabalhamos vários aspectos da área percepto-cognitiva. Neste final de semana, ao visitar minha mãe tirei tudo de uma gaveta e pedi-lhe que ajudasse a separar pano de prato, guardanapo de tecido, toalhinhas, etc e foi muito rico , obrigada.

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