Carros autônomos: o que é? O que significa para o cotidiano do futuro?

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Highway communication system vector infographics. Road communication, highway system communication illustration

Estamos passando por alterações estruturais no cotidiano porque as tecnologias que antes pareciam futuristas e distantes, cada vez mais estão de fato na nossa rotina. E, como aqui no reab.me nos cabe um olhar atento a tudo que está no cotidiano e que modifica nossa forma de desempenhar nossas ocupações, falar dessas tecnologias é uma necessidade. Afinal, o que hoje são as exceções, amanhã serão a regra do cotidiano.

Antes de entrar nas especificidades do carro autônomo é válido lembrar que “Dirigir e a Mobilidade na Comunidade” (tradução literal) é uma ocupação referida como “Planejar e movimentar-se na comunidade usando transporte público ou privado, como dirigir, caminhar, andar de bicicleta ou acessar e andar de ônibus, táxis, caronas compartilhadas ou outros sistemas de transporte”. É uma ocupação que para alguns gera prazer, para todos gera a oportunidade de ir e vir exercendo suas atividades relacionadas ao trabalho, ao lazer, ao cuidado consigo e com os outros, enfim… fala muito sobre nosso cotidiano. E a ausência da ocupação dirigir e a forma totalmente diferente de interagir com o carro são aspectos relevantes.

Para começar a entender os carros autônomos, eles são definidos como aqueles que não precisam de um ser humano ao volante – ou até mesmo de um volante! E, apesar de ser um conceito que remete ao futuro, os carros autônomos foram desenvolvidos na década de 80 resultado do trabalho de uma equipe americana de robótica da Universidade de Carnegie Mellon (Pittsburgrh) e do projeto Prometheus de origem pan-européia. O que parece tão futurista é uma construção e aprimoramento de alguns anos.

Avanços na robótica e na inteligência artificial aceleraram as pesquisas para a incorporação de um piloto automático nos carros – como já existem nos aviões. A direção dos carros estarão sob a responsabilidade de sistemas computacionais e os carros serão capazes de se comunicar entre si, ou seja, vão transmitir e receber informações, em especial para outros carros. Para perceber o ambiente à sua volta, os carros precisarão de sensores de diversos tipos. Engarrafamentos podem ser “coisas do passado”, se pensarmos que haverá uma organização maior do fluxo de veículos.

Atualmente, existem dezenas de empresas trabalhando nesses veículos: Apple, Audi, BMW, Google, Intel, Microsoft, MIT, Nissan, Scania, Standforf, Tesla Toyota, Uber, Volvo são alguns, mas não todos os nomes de montadoras e empresas de tecnologia.

Como funcionam os carros autônomos? Normalmente, esses veículos utilizam os dados obtidos através de diferentes sensores para definir qual a próxima ação a ser tomada – aumentar a velocidade, parar, fazer uma curva. E, os algoritmos tomam uma decisão baseado em modelos treinados obtidos do mundo real. Para isso, simuladores estão em desenvolvimento e as mais diversas situações – pedestres desobedientes ou desatentos, ciclistas descuidados, semáforos com defeito e etc são situações que aprimoram o algoritmo.

Queremos estimular vocês agora a pensarem que diante de um cotidiano sem motorista e sem volante teremos um impacto em variadas questões humanas relacionadas a nossas habilidades, capacidades e funcionamento. Separamos um vídeo que mostra uma experiência com carro autônomo no Arizona:

Aqui não precisa abrir a porta, girar a chave ou interagir com um humano para dizer para onde quer ir. Outras habilidades são necessárias, outro conhecimento é requerido. E, sim algumas habilidades e oportunidades de funcionamento são eliminados para as pessoas.

Uma gentileza pode ser feita nessa análise ocupacional, uma que acho bem pertinente: a eliminação do estresse do trânsito, a oportunidade da qualidade de vida. Não é focar no que estamos perdendo, mas imaginar e trabalhar no sentido de focar o que (em especial) as próximas gerações irão ganhar.

Fonte:

1. Livro Futuro Presente: O mundo Movido à Tecnologia. Guy Perelmuter. Companhia Editora Nacional. 1ed. 2019.

(Quem quiser ter o livro, é só clicar na imagem ou no link! Consumindo nossas indicações, você está ajudando o reab a continuar acontecendo, obg!!)

2. The fourth edition of the Occupational Therapy Practice Framework: Domain and Process (OTPF–4). The American Journal of Occupational Therapy, August 2020, Vol. 74, Suppl. 2. doi:  https://doi.org/10.5014/ajot.2020.74S2001

Leia mais: 

Imagem de Destaque: Car vector created by macrovector – www.freepik.com

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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