Theratog: roupa terapêutica

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O sistema Theratogs, conhecido como roupa terapêutica, trata-se de um sistema que reeduca o sistema neuromuscular, promove estabilidade de tronco e das articulações e auxilia na organização do movimento. Desenvolvido pela fisioterapeuta americana Beverly Cusick seu principal objetivo é prolongar os efeitos das sessões de fisioterapia motora no dia-a-dia.

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Trata-se de uma roupa especial feita de tecido sensível a velcro. A roupa é composta de um colete, um shorts e faixas com velcros que são fixadas em diferentes partes do corpo das crianças e adultos de acordo com as suas necessidades.

O sistema proporciona:

– Melhora do controle postural

– Melhora do equilíbrio/da estabilidade

– Auxilia crianças que estejam desenvolvendo a marcha

– Aumenta a quantidade de inputs sensoriais

– Auxilia na correção do movimento

Ele e indicado para crianças e adultos com diagnósticos de:

– Paralisia Cerebral

– Síndrome de Down e outras anormalidades cromossômicas

– Lesões Cerebrais Traumáticas

– Acidentes vasculares com quadros hemiplégicos

– Esclerose Múltipla

O Theratogs também tem sido utilizado para crianças e adultos que apresentam desordens sensoriais como ocorre nos Transtornos do Espectro do Autismo, Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Nesses casos são observados melhora organização do movimento, na manutenção da atenção e em alguns casos na diminuição das esteriotipias.

O sistema Theratog é vendido no Brasil em lojas especializadas em artigos médicos e ortopédicos. Na internet é possível encontrar locais de venda. Preço estimado entre R$ 3.000 e R$ 5.000. a depender do tamanho.

 

Lilian Fernanda A. Chateau
Fisioterapeuta, Especialista em Psicomotricidade. Mediadora de PEI (Standar e Básico) pelo CBM – Centro Brasileiro de Modificabilidade. Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento – Mackenzie
 
Imagem: theratogs.com

1 COMENTÁRIO

  1. A questão que fica é se o uso prolongado de suportes de tônus deste tipo não acaba por gerar um outro transtorno decorrente, como uma hipotrofia, por exemplo. A conscientização postural com exercícios de psicomotricidade me parece ser mais eficiente em resultados do que com ‘exomúsculos’.

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