As atividades cotidianas são responsáveis por nossa felicidade e também o que mantém nosso “cérebro ativo, ‘tinindo’, estimulado, trabalhando” (ou qualquer outra palavra que indique ação daquelas células maravilhosas que são os neurônios). Isso é fácil para você concordar ou perceber?

Pois em alguns momentos é difícil “colocar na cabeça”, conscientizar quem cuida o quão importante essas “pequenas participações” são para o cérebro do paciente (e de todas as partes dele e do corpo). Remédios são fáceis de serem valorizados, se envolver em atividades pode ser o maior desejo do paciente, mas é difícil para alguns familiares ver sentido no quão benéfico é o envolvimento em partes de tarefas significativas, como fazer o bolo para os netos ou ser criança estar “simplesmente” ao lado de outras crianças em uma tarde no parquinho.

Sim, eu sei que exige tempo, exige planejamento de todas as ordens (do que vai participar, como vai fazer, etc) e paciência do cuidador deixar quem está em processo de cuidado se envolver em partes de atividades. Exige do cuidador que já é tão exigido em tantos momentos… eu sei.

No entanto, cabe a nós que estamos com essas famílias (do consultórios às redes sociais ) lembrarmos da importância do deixar fazer; ser explícito, concreto e mostrar de forma prática os motivos de ser importante. Lembrei de uma professora querida (viva a Aneide!) que sempre nos dizia: “Não diga ‘é importante’ diga porque é importante!”. O despertar sobre o simplificar atividades, adaptar as tarefas para o que é posssível para o paciente e ressignficar o que é o “fazer” estão sendo exploradas no novo material do reab para idosos. E eu gostaria muito que fosse usada como instrumento na educação dessas famílias que amam tantos seus entes queridos… mas até lá fica aqui esse texto que convida todo mundo a pensar nisso e a colocar as famílias para pensar também.

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Mais e quase tudo sobre minha história: Ana Leite, formada em Terapia Ocupacional na Universidade Federal de Pernambuco (Brasil). Minha experiência clínica como terapeuta é com a pessoa adulta e idosa com disfunção cognitiva que apresenta dificuldades na realização de suas atividades cotidianas. O processo de tratamento dos meus pacientes sempre envolveu intervenções que visavam a maior participação possível em atividades cotidianas significativas. As ferramentas utilizadas nesse processo incluíam orientações sobre adaptação do ambiente e da tarefa a ser realizada, organização de rotina e estimulação/reabilitação cognitiva. Tenho especialização em Tecnologia Assistiva, onde me instrumentalizei sobre o uso equipamentos e dispositivos que podem aumentar/permitir a funcionalidade. Fiz mestrado em Design, na linha de pesquisa de Ergonomia. Participei do desenvolvimento e validação de uma metodologia de avaliação do ambiente construído (MEAC). Na minha pesquisa estudei as variáveis arquitetônicas do ambiente moradia das pessoas idosas que residiam em ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idosos). Nesse processo pude acrescentar ao conhecimentos da Terapia Ocupacional esse olhar mais aprofundado sobre o ambiente de moradia. Assim, compreendendo melhor qual o impacto que o ambiente físico/construído possui no funcionamento diário das pessoas idosas. Sou criadora da primeira marca digital, em língua portuguesa, dedicada a produção/divulgação de conteúdo especializado no contexto de reabilitação, reab.me. Produzo conteúdos textuais e audiovisuais através da curadoria de revistas científicas e outras referências técnicas; edito conteúdos de colaboradores, profissionais de reabilitação, de diversas áreas, que escrevem para o reab. Além de assuntos técnicos, escrevo sobre questões relacionadas à saúde mental dos terapeutas, tendo em vista a crescente necessidade de falar de autocuidado e bem estar para os profissionais de saúde. Tema que tem surgido de forma crescente e preocupante nos bastidores de prática clínica e até em pesquisas. O reab.me edita, produz e distribui em loja digital própria (que vocês encontram aqui no site!), produtos para serem usados por profissionais, cuidadores formais e familiares no processo do cuidar. Os produtos desenvolvidos contam com outros profissionais que opinando, através dos seus conhecimentos específicos, e testando contribuem na co-criação desses produtos. Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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