Quem é o cliente da Terapia Ocupacional: pessoa, grupo e população

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É importantíssimo lembrar que todas as definições aqui são “a vista de um ponto”. Neste caso, a referência utilizada é a Estrutura da Prática Domínio e Processo (2020) – OTPF-4 – versão em inglês. Um documento importante, mas não o único ponto de vista.

Existe uma reflexão sobre a melhor denominação para a pessoa que recebe os cuidados de T.O. Neste post o objetivo maior é a compreensão que os cuidados em T.O podem estar endereçados a mais que um indivíduo único.

Os clientes de terapia ocupacional são tipicamente classificados como pessoas (incluindo aqueles envolvidos no cuidado de um cliente), grupos (coleções de indivíduos com características compartilhadas ou um propósito comum ou compartilhado; por exemplo, membros da família, trabalhadores, estudantes, pessoas com interesses semelhantes ou desafios ocupacionais) e populações (agregados de pessoas com atributos comuns, como contextos, características ou preocupações, incluindo riscos à saúde; Scaffa & Reitz, 2014).

(Ebooks como recursos de Terapia Ocupacional: conheça o Envelhecimento e Felicidade)

As pessoas também podem se considerar parte de uma comunidade, como a comunidade surda ou a comunidade com deficiência; uma comunidade é uma coleção de populações que é mutável e diversificada e inclui várias pessoas, grupos, redes e organizações (Scaffa, 2019; Federação Mundial de Terapeutas Ocupacionais [WFOT], 2019). É importante considerar a comunidade ou comunidades com as quais um cliente se identifica ao longo do processo de terapia ocupacional.

Seja o cliente uma pessoa, grupo ou população, as informações sobre os desejos, necessidades, pontos fortes, contextos, limitações e riscos ocupacionais do cliente são reunidas, sintetizadas e enquadradas a partir de uma perspectiva ocupacional.

Para exemplificar a diferença entre pessoa, grupo e população no OTPF-4:

Pessoa: Pessoa com AVC que quer voltar a dirigir
Grupo: Grupo de apoio ao AVC conversando com líderes eleitos sobre o desenvolvimento de recursos de mobilidade comunitária.
População: Sobreviventes de AVC defendendo maior acesso a opções de mobilidade comunitária para todas as pessoas que vivem com limitações de mobilidade.

Leia mais: Estrutura da Prática Domínio e Processo: lançamento da 4a edição!

 

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