Qual a diferença de cuidador de idosos formal e informal?

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O cuidador de idoso é a pessoa que assume a responsabilidade de cuidar, oferecer suporte e auxílio à pessoa necessitada. O “cuidador informal” é aquela pessoa que presta assistência de forma não remunerada e “cuidador formal”  é a pessoa que realiza uma preparação e formação profissional.

O cuidador familiar (informal) assume esse papel por iniciativa, ou seja, ele assume esse papel por que pede ou por denominação do grupo familiar, ou seja, a família pede ou o coloca neste lugar de ser quem cuida. Essa escolha tem relação com três fatores: parentesco, gênero e proximidade física e afetiva com o idoso. O cuidador familiar é o responsável direto pelos cuidados do idoso, que não recebe remuneração e que cuida do paciente há pelo menos três meses, por no mínimo quatro horas por dia e pelo menos três vezes por semana.

Muitos cuidadores informais experimentam restrições em suas vidas pessoais porque assumem a responsabilidade de cuidar e realizar tarefas de forma ininterrupta, podendo enfrentar situações de desgaste, o que ocasiona afastamento de relacionamentos afetivos e profissionais, limitação na rede social, de convívio e lazer e levar à sobrecarga. A sobrecarga pode influenciar no desenvolvimento de sintomas psiquiátricos, físicos, emocionais, sociais e uso de medicamentos. Além disso, a atividade de cuidar pode afetar a vida econômica e comprometer a qualidade dos cuidados oferecidos.

O nível de sobrecarga está diretamente relacionado ao grau de dependência do idoso, quanto mais dependente, mais ajuda ele necessita. A literatura apresenta que o domicílio é  um espaço privilegiado para o cuidado, caracterizado pela preocupação com a integralidade e a singularidade do ser humano, pela valorização da relação e respeito ao outro, desde que a família participe e forneça o suporte necessário. Assim, surgem preocupações pelo suporte ao idoso, neste caso, o cuidador familiar ser um ponto frágil na recepção do cuidado.

Assim, o cuidador familiar precisa também ter caminhos de cuidado e autocuidado. E, isto se mostra tão importante quanto cuidar do idoso.

As informações deste post foram retiradas do artigo:

Jesus Isabela Thaís Machado de, Orlandi Ariene Angelini dos Santos, Zazzetta Marisa Silvana. Sobrecarga, perfil e cuidado: cuidadores de idosos em vulnerabilidade social. Rev. bras. geriatr. gerontol. 2018  Apr  21( 2 ): 194-204.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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