Pessoas ansiosas têm risco aumentado de AVC

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Um estudo de longo prazo publicado no periódico Stroke é um dos primeiros a mostrar uma ligação entre ansiedade e o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

O estudo revelou que os participantes que sofreram de distúrbio de ansiedade tiveram um risco 33% maior de desenvolver um acidente vascular cerebral em comparação com aqueles com níveis de ansiedade mais baixos.

O estudo foi conduzido por Maya Lambiase , Ph.D., do departamento de Psiquiatria da Universidade de Pittsburgh. Os pesquisadores revisaram os dados de mais de 6.000 pessoas entre 25 e 74 anos que estavam matriculados no  U.S. National Health and Nutrition Examination Survey , que começou no início da década de 70.

Os participantes foram submetidos a entrevistas, exames médicos e preencheram questionários para avaliar os seus níveis de ansiedade e depressão. Ao longo dos 22 anos seguintes, os pesquisadores utilizaram dos registros do hospital ou da casa de repouso e as certidões de óbito para manter o controle da ocorrência de AVC entre os participantes.

“Todo mundo tem um pouco de ansiedade em algum momento da vida. Mas quando essa ansiedade é constantemente elevada e/ou crônica, essa é que pode ter efeito sobre o sistema vascular [ sistema de vasos sanguíneos ], disse Lambiase.

3475000629_c4b2293167_z– É super importante ressaltar que estamos falando neste post de pessoas que não se tratam, que não buscam o controle das crises de ansiedade. Se você acha que se enquadra nesses casos, procure um médico e se trate. Síndrome do Pânico e outras formas de ansiedade crônica são passíveis de controle, oks?-

Ainda não está claro se a própria ansiedade aumenta o risco de acidente vascular cerebral, ou se o aumento é devido aos comportamentos que podem estar associados a ansiedade. Por exemplo, aqueles que sofrem com muita ansiedade são mais propensos a fumar e serem fisicamente inativos.

Além disso, os níveis de hormônio do estresse ficam mais elevados devido às crises; a freqüência cardíaca e a pressão arterial também podem ser afetadas, disse Lambiase .

Embora o estudo tenha encontrado uma associação entre os níveis de ansiedade mais elevados e aumento do risco de acidente vascular cerebral, ela não provou uma relação de causa e efeito.

“Nós sabemos que um pouco de ansiedade é uma coisa boa, mas quando a ansiedade se torna excessiva , é preciso ser tratada”, disse o Dr. Scott Krakower , chefe da unidade assistente de psiquiatria na Zucker Hillside Hospital em Glen Oaks, Nova Iorque

Krakower ressalta que mais estudos são necessários para confirmar a associação ou desacreditá-la.

A ansiedade é um dos problemas de saúde mental mais comuns, e muito mais pessoas têm ansiedade do que depressão, disse Krakower. “E, infelizmente, a ansiedade é muitas vezes esquecida”, acrescentou.

fonte: psychcentral      imagem: Rima Xaros

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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