Papel e caneta na mão: informações que ajudam o diagnóstico de Doença de Alzheimer

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O post de hoje traz a dica de alguns detalhes que cuidadores/familiares podem observar para ajudar o diagnóstico médico e ainda clínico (porque até hoje não há um exame que substitua à altura) de Doença de Alzheimer (DA).

Segundo o site Alzheimer’s Reading Room, a DA é difícil de diagnosticar e as famílias e os próprios clientes  muitas vezes resistem até tomar a decisão de avaliar os déficits de memória.

Alguma perda de memória é natural porque nós envelhecemos. Quando a família percebe o déficit de memória, há sempre a questão de saber se essa perda de memória é “normal” ou algo mais. Muitas vezes, eles decidem acreditar que é a velhice até que a memória e os problemas de comportamento piorarem.

Muitas coisas podem causar perda de memória – independentemente da causa –  e você vai querer saber o que é necessário para o tratamento, o mais rapidamente possível.

Se você suspeitar de Alzheimer em um membro da família é importante se preparar para uma avaliação. Monitorar e documentar o que causou a sua suspeita é crucial, sendo assim tente compilar o máximo de informação possível e ser detalhista ao registrá-las.

A seguir estão algumas perguntas (e sugestões) cujas respostas irão ajudar na avaliação:

Quando você começou a observar a perda de memória? Foi a perda de memória a curto ou longo prazo?

Nós todos podemos esquecer o que jantamos na noite passada ou detalhes da infância. Indicações de déficit importante na memória de curto prazo seria esquecer de comer, não saber o dia ou a hora, esquecer de tomar banho, se perder e/ou ficar repetindo as mesmas perguntas, frase ou uma conversa.

A pessoa é capaz de cuidar de suas atividades diárias ?

Tomar banho, fazer as refeições, ser independente nas tarefas domésticas e na gestão dos medicamentos são os principais componentes de memória preservada. Se há um problema nessa execução, por menor que seja, observe, anote e diga na avaliação.

A pessoa é capaz de gerenciar as suas finanças?

Isso é muitas vezes uma indicação de algo mais que a perda de memória normal.

Existe uma perda acentuada de peso?

Embora a perda de peso possa ser um indício de um problema físico, quando combinada com a perda de memória notável, pode ser um sinal de refeições em falta devido à perda de memória.

Há sintomas físicos, além de perda de memória notável?

Muitas condições físicas podem envolver a perda de memória ou confusão. Os idosos podem experimentar a confusão com uma infecção urinária, por isso é muito importante observar todas as mudanças físicas ou problemas.

Reúna toda a informação médica

A história médica, incluindo diagnóstico, cirurgias e internações. Todos os medicamentos, incluindo medicamentos de balcão e vitaminas ou suplementos.

Se você estiver confortável e confiante com seu médico de longa data, comece por ele.  Na dúvida ou querendo uma segunda opinião procure um médico Geriatra.

Se a sua avaliação inicial é com o seu médico de longa data, que não é um especialista em Geriatria, recomenda-se uma segunda opinião com um especialista se houver suspeita de uma DA. Muitos médicos são rápidos para diagnosticar essas doenças, sem o conhecimento da medicina geriátrica, CUIDADO!!!

A avaliação para esse diagnóstico (ou para excluí-lo) não é um processo rápido. Pode levar algum tempo até conseguir a marcação de avaliação com um especialista ou que este chegue a uma conclusão.

Enquanto espera para a consulta, você pode acompanhar o cliente, coletar informações de familiares e amigos e sempre incluir as suas observações. Você deve anotá-la assim que você tem a percepção de algo que suspeita que está errado.

Leva tempo para que todos os testes de laboratório afastem outras causas de perda de memória.

Quanto mais informações o médico tiver é melhor, isso ajudará a assegurar-lhe um diagnóstico correto.

Fonte: Alzheimer’s Reading Room

Ana K.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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