Pacientes com Parkinson se beneficiam de terapias baseadas em realidade virtual

2692

Pesquisadores do National Cheng Kung University, na China, descobriram que pessoas com Parkinson podem se beneficiar de terapias baseadas na realidade virtual. Os resultados mostram que a realidade virtual e exercícios físicos reais podem ser usados para fornecer estímulos eficazes para aumentar a velocidade do movimento em pacientes com a condição neurológica.

Em pessoas com Parkinson, a incapacidade de fazer movimentos rápidos limita o funcionamento básico na vida cotidiana. O movimento pode ser melhorado através de técnicas diversas, tais como o fornecimento de estímulos visuais ou auditivos, quando os movimentos são iniciados.

Os pesquisadores estudaram um grupo de 13 mulheres e 16 homens com Parkinson que foram separados em dupla por idade em comparação com 14 mulheres e 11 homens sem a condição.

Cada participante foi convidado a pegar e agarrar uma bola parada o mais rápido possível. Então, bolas em movimento foram roladas por uma rampa e os participantes foram convidados a pegá-las quando elas chegavam a um ponto em particular na rampa.

Ao tentar pegar as bolas em movimento, os alvos eram visíveis por períodos de 1,1 a 0,5 segundos. Estes ensaios foram feitos tanto na realidade física normal como em um ambiente de realidade virtual.

“Este estudo contribui para o campo da reabilitação, fornecendo evidências sobre como manipular as restrições da tarefa e do ambiente para melhorar o movimento em pessoas com doença de Parkinson”, comentou o investigador principal Hui Ma-Ing. “Especificamente, este estudo mostra como manipular cenários de realidade virtual para melhorar a velocidade de movimento em pessoas com Parkinson. Nossos resultados sugerem que, com uma escolha apropriada da velocidade, a realidade virtual é uma ferramenta promissora para a oferta de estímulos visuais de movimento para aumentar a velocidade de movimento em pessoas com doença de Parkinson.”

Os autores destacam três principais conclusões. Em primeiro lugar, em ambas a realidade virtual quanto a realidade física, o grupo com Parkinson teve tempo de movimento e velocidade de pico menor do que o grupo controle quando agarravam a bola parada.

Em segundo lugar, nas duas realidades, o tempo de movimento foi significativamente menor e velocidade de pico foi maior nas condições de interpretação mais rápida. Terceiro, quando alvos móveis foram fornecidos, o grupo com Parkinson mostrou mais melhorias que o grupo controle no tempo de movimento e velocidade de pico, atingindo assim um nível de desempenho semelhante ao do grupo controle.

Fonte: Isaúde

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.