Outras dicas sobre vestir para pessoas com Parkinson

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Da série de #DicasParaVestir para pessoas com Parkinson. Hoje vamos trazer mais algumas sugestões que podem ser úteis na hora do cliente se vestir.

A escolha de vestuário!!!!

Ao escolher a roupa, pense em todas as dificuldades que você tem com seu vestuário existente e tentar identificar quais recursos tornam a vida mais fácil, como mostram os exemplos a seguir:

Características como grandes cavas profundas ou cós elástico podem ser útil. Em geral, minúsculos botões e outros fechos são muito complicados, assim considere usar o vestuário com botões mais espessos e uma haste mais longa. Se os pequenos fechos de nylon causam problema, averiguar com o cliente se os de metal não são mais fáceis de manusear. Ou, uma sugestão seria adicionar um aro de metal pequeno, encontrado em chaveiros, para o buraco no final do zíper, isso facilitar o controle e segurança no abrir e fechar.

Tente assegurar que as posições das partes de fechamento da roupa são fáceis de alcançar. Vestidos e sutiãs com os fechamentos atrás são muito difíceis, dê preferência àqueles que fecham na frente.

Se os laços são muito complicados, tente alternativas, como velcro.

Considere o tamanho das roupas que você escolher, roupas compridas podem interferir na mobilidade e podem ser perigosa.

Lembre-se que uma peça que veste confortavelmente e tem uma aparência atraente pode não preservar essas características em outra posição. Se você passa muito tempo sentado, identifique os tipos de roupas que são confortáveis e práticos para esta posição. Por exemplo, escolher a roupa com costuras macias e pensar sobre a posição dos bolsos e se eles podem ser acessados facilmente quando você está sentado.

#DicaImportante!!! Avalie como a compra vai ser feita. Atualmente, especialmente em outros países, é comum a compra de roupas pela internet. Nessa situação, o importante é comprar em sites sérios que garantam a troca, em caso de necessidade. O aspecto positivo desse tipo de compra é que o cliente pode experimentar a peça em casa, sem a pressa e no ambiente que ele vai vestir e despir no dia-a-dia.

Uma substituta às compras pela internet pode ser a busca de uma costureira e o alfaiate (estão em extinção, mas existem!!!). Além de fazerem peças sob medida e com características que favorecem o vestir, a prova também pode ser feita em casa, no ambiente do cliente.

Massssss….. se esse tipo de profissional está em extinção e você gosta de comprar roupas em lojas de bairros e shoppings, você pode então evitar horários de maior movimento, como sábados e horário de almoço, lembre-se de pedir aos vendedores para que separe diferentes estilos e tamanhos, o que economiza tempo e ter de vestir/despir com muita frequência.

Lembre-se que os tamanhos podem variar entre os fabricantes, e uma peça de vestuário “pequena” pode servir como uma “média” para você. Tente ter as medidas do cliente mesmo antes de ir às compras, e verifique se o tamanho da peça corresponde àquela medida na loja. Isso deve reduzir o número de roupas que é necessário experimentar. A partir dessa experiência é útil criar uma lista de varejistas que se adequam a seu tamanho.

A escolha dos sapatos!!!

Ao escolher os sapatos, escolha um peso que é adequado para o cliente. Sapatos pesados podem lembrá-lo de levantar os pés ao caminhar, mas o ideal podem ser os sapatos mais leves e mais fáceis de caminhar se o cliente tiver os pés doloridos.
O tamanho do salto do sapato é outra consideração importante. Saltos elevados (cerca de 1-1,5 cm ou de 2 a 3,5 cm) podem ser úteis se o cliente tende a se inclinar para trás. (ATENÇÃO!!! Converse com um fisioterapeuta antes do uso!!!). Além disso, considere as solas dos sapatos, solas de couro são mais escorregadios que os de borracha.
Muitos sapatos agora tem fechos de velcro, que podem/ ser menos complicados que os laços ou fivelas.

Adaptações!!!!

Comprar roupas novas nem sempre é possível, então se as vestes existentes estão trazendo problemas para vestir, criatividade e adaptações menores podem fazer a diferença.
Se você identificou o problema e a solução possível, mas não pode fazer a adaptação você mesmo, uma amiga costureira, familiar ou um terapeuta ocupacional pode ser capaz de ajudar.

As idéias a seguir de adaptação podem ajudar:

Os meios de fixação, tais como botões, podem ser substituídos por pedaços de velcro. Costura-se o botão na parte superior do velcro, ou compre velcros que já possuem botões, o que torna mais fácil de alinhar um velcro com o outro. Lembre-se que velcro deve ser fechado quando a roupa é lavada para não estragar rápido.

Costurar botões no punho com elástico elimina a necessidade de abrir e fechar os botões.

Se as roupas tendem a subir, pesos inseridos na bainha podem ajudar.
Um pequeno pedaço de fita pode ser costurado na costura do ombro dentro de um vestido o outro sob a alça do sutiã e nesses locais anexados velcro para impedir que a roupa escorregue dos ombros.

Outras fontes de informação!!!!

Consulte um terapeuta ocupacional para maiores informações e conselhos. Eles podem avaliar e identificar ajudas. Normalmente você pode contatar um terapeuta ocupacional através de seu médico ou referindo-se a um de seu departamento de serviços locais.

Fonte: Parkinson’s UK

Foto: CarlJohnson

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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