Os sintomas da Depressão

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Às vezes, todos nós nos sentimos tristes, infelizes… Depressão maior (Transtorno Depressivo Maior) é uma intensificação desses sentimentos, por períodos de tempo que duram semanas ou até mais. É acompanhada por um profundo sentimento de frustração, perda e raiva.

De acordo com Pubmed Saúde, sintomas de depressão maior pode incluir alguns ou todos os seguintes: “agitação, irritabilidade e mudança dramática no apetite, muitas vezes com ganho ou perda de peso, problemas de concentração significativa, fadiga e falta de energia, sentimentos de desesperança e impotência, sentimentos de inutilidade, auto-ódio e culpa, a tendência a tornar-se retirado ou isolado, a perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram apreciadas, pensamentos de morte ou suicídio e problemas para dormir ou sono excessivo”.

A depressão maior, com a sua variedade de sintomas, interfere com o funcionamento cotidiano de uma forma muito significativa em todos os contextos possíveis: relações pessoais, trabalho, escola e família.

Mudanças nas estruturas cerebrais têm sido consistentemente associada com depressão maior. Notavelmente, em um estudo longitudinal de três anos, em comparação com os controles, os pacientes com depressão apresentam redução na densidade de massa cinzenta do hipocampo, amígdala e córtex pré-frontal direito  e dorsomedial. Pacientes acompanhados durante o período de 3 anos apresentaram menos volume do que os controles pacientes no hipocampo esquerdo, à esquerda do cíngulo anterior, no córtex pré-frontal e dorsomedial e bilateralmente no córtex pré-frontal dorsolateral.

A deterioração da estrutura do cérebro é acompanhada por diminuição da função cognitiva. A diminuição cognitiva é geralmente observada com a redução da vigilância, da flexibilidade mental e da atenção sustentada e da dividida. Parece também que a gravidade da depressão e declínio cognitivo estão significativamente associados com o funcionamento psicossocial.

P.S: Esse é um assunto que sempre que possível quero trazer aqui porque percebo que as pessoas ainda não entendem o que um deprimido passa. A sensação que tenho é que se depressão fosse só tristeza, como a maioria das pessoas pensa, seria muito bom. Vamos divulgar, refletir e respeitar.

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Fonte: Cognifit

Imagem: DeathByBokeh

3 COMENTÁRIOS

  1. É um tema extremamente pertinente, apesar da complexidade da doença. Bilhões de pessoas padecem desse mal no mundo, enquanto quase 2 milhões no Brasil. Dados colhidos recentemente. Uma nova substância utilizada na Guerra do Vietnã como anestésico e ainda hoje utilizado em pequenas cirurgias de pessoas e animais, possui um efeito colateral impressionante como antidepressivo, uma vez que consegue atingir um neurotransmissor e áreas do cérebro que os remédios de ponta ainda não conseguiram. Encontra-se em estudo nos EUA e alguns pacientes já estão utilizando a medicação em fase experimental. Adorarei poder contribuir com alguma experiência teórica e vivenciada acerca de um mal tão estigmatizado quanto crescente e real, apesar de invisível.

  2. Depressão na Infância

    O transtorno mental que mais atinge pessoas no mundo se aproxima das crianças, mas pode ser tratado e, quanto antes melhor.

    A depressão infantil pode aparecer a partir dos 4 anos.

    Pode aparecer sob noites mal-dormidas, dificuldade de socialização, tristeza, alterações de humor, irritação e choro
    freqüente, sofrimento moral e sentimento de rejeição, atingindo todas as classes sociais, econômicas e culturais.

    Nos próximos 20 anos, a depressão deverá se tornar a doença mais comum do mundo, atingindo mais pessoas do que o câncer e os problemas cardíacos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Atualmente, mais de 450 milhões de pessoas são afetadas por transtornos mentais diversos, a maioria delas nos países em desenvolvimento.

    Entre as crianças, o índice de depressão também é preocupante. Nos últimos 10 anos, de acordo com a OMS, o número de diagnósticos em crianças entre 6 e 12 anos passou de 4,5 para 8%, o que representa um problema ascendente.

    Etiologia (causas)

    As causas para a depressão infanto-juvenil podem ser as mais diversas. Há fatores biológicos, como vulnerabilidade
    genética, complicações obstétricas e temperamento; fatores ambientais, como o funcionamento familiar, a interação entre mãe e criança ou eventos adversos de vida, e fatores sociais, como a pobreza, o suporte social ou o acesso a serviços de saúde.

    A convivência com uma psicopatologia dos pais e a experiência de episódios traumáticos nesta idade, como separação, luto ou mudanças radicais de ambiente, também podem ser fatores decisivos para o desencadeamento de transtornos mentais em crianças e adolescentes.

    Setenta por cento dos adultos que apresentam quadro de depressão crônica têm histórico desde o período da infância.

    Ou seja, se não tratarmos o paciente enquanto criança, podemos contribuir para que ele se transforme em um adulto depressivo.

    A origem da palavra infante vem de “aquele que não fala”.

    Há relatos de depressão na infância, em 1928, Runke, falando sobre “mania Fantástica”.

    Em 1861, Emil Kraepelin, grande psiquiatra que separou a psicose maníaco depressiva (atual transtorno bipolar) da
    esquizofrenia (damentia praecox), descreveu casos de crianças com mania: fuga, erotismo precoce e mitomania. 3% dos bipolares que Kraepelin estudou apresentaram sintomas iniciados antes dos 7 anos.

    Psicose Maniaco depressiva, já chamada de “ciclofrenia”, descritas por Delasiave e Moreau em 1888.

    Campbel relatou casos de depressão em crianças de 6, 7, 10 e 12 anos.

    A Psiquiatria infantil foi reconhecida como área de atuação da Psiquiatria pela Medicina apenas em 1999. Crianças não são economicamente ativas.

    Segundo o Manual diagnóstico e estatístico IV da Associação Americana de Psiquiatria e pela Cassificação Internacional

    de Doenças, 1993, os principais critérios diagnósticos para depressão infantil são:

    Maior sensibilidade

    Choro fácil

    Irritabilidade

    Sintomas não verbais (somatização)

    Comportamento Agressivo

    Alterações abruptas no comportamento (Disforia).

    Alterações do humor por mais do que 2 semanas

    Cinco características abaixo com prejuízo funcional
    (sendo pelo menos 2: redução do humor e perda do prazer)

    Alteraçoes no peso (aumento ou redução)

    Alteração no sono (redução ou aumento)

    Agitação Psicomotora ou Retardo psicomotor

    Redução da energia

    Dificuldade de concentração.

    Não provocado por doenças orgânicas ou medicamentos

  3. Excelente texto! Também acho que as pessoas devem ser melhor esclarecidas a respeito da depressão. Eu mesma passei por uma depressão maior e senti na pele o que é a falta de informação e compreensão das pessoas. Apoio essa iniciativa da informação e divulgo sempre que posso!

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