Não precisa ser em consultório para ser terapia!

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Quando falamos em locais onde as terapias acontecem, o lugar mais provável, e que logo vêm à nossa mente são os consultórios, mas será que apenas neles acontecem encontros terapêuticos?

(Vale dizer que neste texto quando falamos de terapias falamos de profissionais de várias formações, especialmente àqueles dedicados à Reab(ilitação)).

Nesses contextos terapêuticos, as propostas de tratamento e de cuidados ganham uma conotação muito próxima do cotidiano. E tudo aquilo que acontece no cotidiano das pessoas, acontece em mais de um local. Sendo assim, os settings terapêuticos passam a estar além dos consultórios e se aproximam muito dos ambientes físicos e sociais de onde as pessoas estão. O domicílio, o parque, a escola, o trabalho e até o supermercado podem ser os locais de terapia.

E os horários e os locais não são definidos? Sim, são, mas são flexíveis e podem ser alterados à medida que o processo acontece. O tempo dos encontros é outra variável que precisa de flexibilidade, a depender das necessidades que fazem parte daquele atendimento, podendo ser expandidos ou reduzidos. O número de encontros na semana poderá também variar de acordo com as demandas e objetivos da terapia. Claro e sempre, com programação prévia.

Sempre sozinho ou em grupo, essa variação também pode acontecer. De forma rotineira ou esporádica, encontros individuais ou em grupos podem ser sobrepor e serem extremamente valiosos no processo terapêutico.

Dentre dessas realidades que envolvem os possíveis settings terapêuticos, sempre precisa existir o esclarecimento dos objetivos, dos motivos e benefícios. Sempre existe a necessidade do comum acordo e da definição conjunta. Precisa fazer sentido para quem vive e investe nas terapias.

E, para finalizar, sobre os locais ou settings terapêuticos, de suma importância é a consciência e o conscientizar que não precisa ser em consultório para ser terapia.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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