Oi, meu nome é Joyce, sou terapeuta ocupacional e, além da clínica, uso minha formação para trabalhar no Reab.me (você com certeza já leu algum post meu por aqui!! kk).

Hoje contar o mundo de possibilidades e desafios que encontrei depois de me formar. Vamos lá…

Antes de me formar me peguei pensando o que faria, onde iria trabalhar, qual área seguir… Comecei trabalhando (ainda como estudante) com informação digital em saúde, primeiro na faculdade e depois no reab –  e percebi que a Terapia Ocupacional pode e deve ir muito além; que nosso conhecimento da academia pode ser difundido e aplicado de formas que às vezes nem imaginamos.

Mesmo já trabalhando aqui no site, eu, como recém-formada queria colocar em prática tudo que aprendi e me deparei com perguntas como, “para onde vou?”, “quem devo procurar” e muitas das respostas só vieram com um tempo e correndo atrás de pessoas com mais experiência (amigos e professores da graduação).

Olha aqui uma entrevista que participei para o Reab! (Se curte a proposta, se inscreve no canal!)

 

Separei aqui algumas coisas que me ajudaram na inserção no mercado de trabalho como terapeuta ocupacional (coisas que ninguém me disse, mas eu vou te contar).

  • Não espere as informações cairem do céu: Procure sempre tirar todas as dúvidas antes de iniciar algum vínculo profissional, como por exemplo, “data de recebimento”, “salário”, “Valor por paciente ou por turno trabalhado”. Nada de vergonha ou de se subestimar!
  • Busque referências profissionais: Caso receba a proposta de alguma clínica, procure o profissional que lhe precedeu e pergunte sobre a dinâmica da instituição e a experiência pessoal naquele contexto: “Como é o relacionamento multiprofissional”, “O que o fez sair” e informações como cumprimento de prazos e etc. As perguntas devem te ajudar a conhecer o ambiente de trabalho, o que pode incluir quais desafios você irá encontrar, claro!
  • “Clinicar” nem sempre é o caminho: Como vocês podem ver e como eu já disse, também trabalho com informação digital em saúde, aqui no Reab e também existem outras possibilidades de trabalhar com a Terapia Ocupacional além das clínicas… como por exemplo em escolas, gestão ou em outros contextos empreendedores.
  • Você pode não saber o que quer: Calma, nem tudo está perdido!! Permita-se experimentar e apaixone-se, esse é o mais legal da nossa profissão, saber que ela está em todos os contextos e idades, você com certeza vai se identificar com alguma área.
  • Você vai ter a sensação de que não sabe de nada: Nas primeiras semanas você vai estar sozinho, só você e o cliente e isso pode ser desafiador, mas é só o primeiro susto, até que tudo se estabilize dentro de você, invista em atividades simples e estude, a graduação oferece apenas uma parte do mundo que é a Terapia Ocupacional.
  • Não precisa imprimir cartão de visita: O seu maior (e melhor) cartão de visita são as pessoas, então, seja sempre “ÓTIMA” em relação ao serviço prestado e você será indicado pelo profissionalismo e qualidade do serviço prestado.
  • Não reme com a maré: Isso mesmo, algumas coisas que estão em “alta” podem não te fazer feliz, por isso, é importante que você se identifique e invista no que gosta, não há nada melhor que fazer o que se ama.
  • Procure pessoas com mais experiência: O meio profissional é repleto de “novidades” que, muitas vezes, não nos deparamos na graduação, como emitir recibos, abrir clínicas ou algo assim. Busque profissionais que estão a mais tempo no mercado e procure sempre esclarecer suas dúvidas.
  • Ficar desempregado é raridade: Eis o PRAZER da Terapia Ocupacional estar em TODOS os contextos. Ainda somos poucos para atender a demanda do mercado, ao menos, aqui na capital pernambucana só existe uma universidade que oferece a graduação.

Gostaram das dicas?  Tem mais alguém recém formado aqui com dicas para compartilhar? Deixa aqui nos comentários, a opnião de vocês é sempre bem vinda!

Imagem Freepik

2 COMENTÁRIOS

  1. Me tirem uma dúvida, mas com toda sinceridade. Essa resposta é muito importante, qual a probabilidade de emprego pra uma Terapêutica Ocupacional que se formará aos 63 anos?

    • Oi Olga!!! Acredito que o diferencial aí é justamente fazer a diferença enquanto graduanda. Mostre seu interesse, habilidades, vontade de aprender. E, lembre-se sempre que vc tem uma coisa a seu favor: sua maturidade quantos às relações humanas! Use seu diferencial ao seu favor!! Pense seriamente nisso!!

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