Marcos do desenvolvimento da criança em relação ao vestir

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Qual a hora de estimular em relação ao vestir e o que esperar em cada idade nesta atividade diária? Aqui listamos alguns marcos que podem ajudar nessa resposta, mas ATENÇÃO cada criança tem uma velocidade, um ritmo na hora de aprender, ok? Cuidado com a ansiedade! Investir nos estímulos, dar oportunidades de participação às crianças é o que é fundamental na participação e independência dos pequenos.

Vamos aos marcos do vestir em relação a idade:

Um ano de idade: 

  • Coopera na hora de vestir, estendendo o braço para a manga e o pé para o sapato
  • Puxa as meias e o sapato

Dezoito meses:

  • Tira os sapatos

Dois anos de idade:

  • Remove casacos abertos (sem zíperes ou botões) ou desabotoados
  • Localiza os buracos do braço em uma camiseta
  • Coloca e retira chapéu
  • Ajuda com a empurrar para baixo as calças
  • Ajuda puxando as meias
  • Empurra os braços através de mangas, uma vez que a camisa está sobre a cabeça
  • Ajuda empurrando as pernas nas calças

Dois anos e meio de idade:

  • Tenta calçar meias
  • Puxa para baixo peças soltas

Três anos de idade:

  • Capaz de colocar em sapatos sem fixação, tipo velcro ou cadarço (pode ser o pé errado)
  • Pode puxar zips cima e para baixo, mas incapaz de inserir a parte inicial do zíper do outro lado do casaco.
  • Capaz de colocar as meias (elas podem ser colocadas com orientação errada nos pés)

Quatro anos de idade:

  • Colca e tira uma camiseta de forma independente, mas pode ser de trás para frente.
  • Puxa as roupas de forma independente
  • Capaz de vestir meias com a orientação correta

Cinco anos de idade:

  • Veste-se e despe-se de forma independente, mas ainda pode precisar de ajuda com pequenos botões, fechos e laços.
  • A roupa ainda pode, ocasionalmente, ser colocada de trás para frente.

 

Seis anos de idade:

  • Amarra os sapatos

Sete anos de idade:

  • Escolhe roupas apropriadas para o clima

Essas idades são apenas um guia, mas pode ajudar a determinar a prontidão de uma criança para vestir de forma independente. Os marcos acima não servem para realizar diagnóstico!! Se existe dúvida sobre o desempenho da criança nas atividades diárias, procure um terapeuta ocupacional.

O terapeuta ocupacional será o profissional adequado para avaliar e trabalhar as competências em relação ao vestir. Esses profissionais podem ajudar os pais e as crianças a adquirirem competências e/ou a modificar as tarefas que fazem parte da atividade do vestir com o intuito de promover o desempenho e a independência nessa atividade diária.

A independência no vestir é tão importante para a criança quanto para a família, os terapeutas ocupacionais sabem, conforme a sua experiência, que a capacidade das crianças vestirem-se sozinhas tem um papel importante no nível de stress familiar e na otimização da rotina da família. E isto acontece independente do perfil da criança, ou seja, se ela tem dificuldades ou não.

Os marcos acima descritos foram baseados no “Children’s OT Developing Dressing skills. December 2011.doc.Page 1 of 5. Adapted with kind permission from Northumberland PCT Children’s Occupational Therapy Service”

FONTEwww.hct.nhs.uk
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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