Gravando DVD: depoimento da família

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Bom! Minha família se reúne, geralmente aos domingos e acho maravilhoso quando meus pais e tios resolvem contar histórias de como éramos na infância. Hoje que sou mãe, acabo descobrindo novidades sobre mim e afinidades com minha filha que são incríveis.

Viver do passado não é muito saudável, mas lembrar do passado, dos bons momentos, para mim, é uma delícia.

E, não há nada melhor do que falar do passado com quem viveu o passado com a gente ou escutou bastante sobre nosso passado.

Na terapia, já escutei histórias bastante interessantes. Uma das minhas clientes ia para o Carnaval com uma agulha para espetar o bumbum das moças que olhavam para o seu marido. Outro bebeu tanto na véspera do casamento que a avó da noiva teve que lhe dar um banho e trocar sua roupa para ele conseguir chegar no altar. Um terceiro afrouxava os parafusos da cadeira da escola para os amigos caírem ao sentar.

Essas são algumas das histórias que guardo e que eles guardam também.

Minha sugestão de hoje não é muito prática, mas acho que pode ser muito rica para quem conseguir realizar.

Ah! Naqueles dias em que o paciente não está aceitando a intervenção por tristeza, ansiedade, falta de motivação ou outro motivo, pode ser um material muito bem aproveitado.

A dica seria pegar uma filmadora e gravar depoimentos de pessoas da família, amigos íntimos, empregados antigos. Nesses depoimentos as pessoas deverão contar histórias, com detalhes, da vida do cliente. Histórias engraçadas, de amor, histórias felizes.

O ideal, para preparar o mateiral, é combinar com os parentes um encontro familiar ou ir a um encontro que já esteja programado para acontecer. Num único dia é possível reunir os depoimentos de todos.

Ao final, assistir o filme com o parente e a família é um prato cheio para estimulação.

Quem conseguir usar a dica, escreve pra gente.

Ana Paula

2 COMENTÁRIOS

  1. Olás Anas Queridas,

    adorei a idéia de gravar as histórias contadas pelos idosos. No trabalho com idosos, já desenvolvi atividade de confecção de álbuns pelos idosos a qual chamei “Memórias de uma história”. Cada idoso selecionou suas fotos e montou seu álbum, escrevendo detalhes de sua história de vida e dos momentos eternizados nas fotos. Curiosidades sobre as famílias e os parentes também surgiram. Foi estimulante e gratificante pois ao final cada idoso expos seu album e contou sua história para os demais. Nas palavras da Pesquisadora Vera Brandão:

    Ecléa Bosi, psicológa social, em seu livro Memória e sociedade – lembranças de velhos (2001), afirma que memória é um trabalho sobre o tempo – do “quem sou hoje” em direção ao passado para “refazer, reconstruir, repensar”, e, acrescentamos, com a possibilidade de apontar projetos futuros (BRANDÃO, 2009, p. 61).

    “O resgate e ressignificacão das memórias (auto) biográficas, entre os idosos, estimulam a autonomia e a participação na vida comunitária, re-integrando-os e valorizando-os como cidadãos – produtores – narradores de sua história” (BRANDÃO, 2008).

    Agora com ajuda de vcs já estou pensando em gravar…..

    Parabéns Queridas……….sou fã de vcs!

    Abraços.

    Saúde e paz!
    Teresa Bezerra de Sena
    (Terapeuta Ocupacional, Belém-PA)

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