Fórmula para prever o tempo de vida após diagnóstico da Doença de Alzheimer

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Diga-me, doutor, quanto tempo eu tenho?

Isso, diz Gregory A. Jicha, é a primeira questão feita por pacientes após ter recebido um diagnóstico de doença de Alzheimer.

Até agora, a resposta tem sido em grande parte um jogo de adivinhação. Mas Jicha e colegas desenvolveram uma fórmula simples, baseada no sexo do paciente, idade e habilidades cognitivas, para no momento do diagnóstico prever com certa precisão a expectativa de vida.
“Ter uma  idéia melhor de quanto tempo irão viver permitirá que os pacientes e famílias se planejem melhor para o futuro”, diz Jicha, professor assistente de Neurologia na Universidade de Kentucky em Lexington.

Jicha decidiu desenvolver a fórmula depois de tratar um paciente que viveu 22 anos a partir do momento do diagnóstico da doença de Alzheimer.  “Nós pensamos tipicamente que a doença de Alzheimer evolui de forma rápida, mas na verdade, está nas mãos de Deus”, diz ele.

Jicha e colegas examinaram os registros de quase 1.300 homens e mulheres que tinham sido diagnosticados com mal de Alzheimer em sua instituição. Eles encontraram que os pacientes viviam de um a 26 anos quando começam a perder sua memória. Assim, os investigadores usaram métodos estatísticos padrão para eliminar fatores de risco que melhor estimou as expectativas de vida dos pacientes.

“Olhamos para tudo: a idade, o nível de escolaridade, a história da família e a genética. Ainda demos atenção aos fatores de risco como pressão arterial alta e doenças cardíacas”, diz Jicha. Apenas três fatores pareceram ter relevância: idade dos primeiros sintomas (pessoas idosas tinham menos expectativa de vida), sexo (os homens se saem pior), e nível de comprometimento no momento do diagnóstico. Usando esses três fatores, os pesquisadores desenvolveram uma fórmula simples para prever os riscos dos pacientes de morrer. Então, com base nos escores os pacientes foram divididos em categorias de expectativa de vida.

As pessoas com melhores escores viveram entre quatro e meio a nove anos, ou uma média de sete anos, desde o diagnóstico. Aqueles escores mais baixos viveram de um ano e nove meses a cinco anos, ou uma média de três anos, Jicha diz.

“A diferença de dois a quatro anos de sobrevida pode ser extremamente importante para o orçamento”, diz Jicha. “Se um paciente vai viver mais tempo, você pode querer cuidar deles em casa por mais tempo. Considerando que se sabe que haverá uma rápida progressão da doença, você pode querer fazer planos para um lar de idosos”.

Stephen Salloway, professor de Neurologia, diz que “Nós não estamos no ponto em que podemos ser tão específicos; eu não iria dar um número exato.” Jicha concorda: “Você precisa dá a ressalva: “Esta é uma estimativa, um palpite”.

Ele apresentou seus resultados na reunião anual da Academia Americana de Neurologia.

Fonte: MedicineNet.Com

Ana Katharina Leite.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

4 COMENTÁRIOS

  1. Tenho diagnostico de Alzheimer desde os 60 anos de idade. A partir do momento do diagnóstico, comecei o tratamento através do medicamento “donepezila”. Sou advogado ainda militante. Porém, tenho o auxilio de um colega mais novo. Hoje, aos 70 anos e 7 meses, sinto-me ainda em condições para o trabalho na advocacia. É obvio que não consigo me adaptar aos novos sistemas digitais postos a disposição no judiciário. No entanto, meu colega de trabalho é o responsável por essas tarefas. Confesso que já não possou a mesma destreza e sapiência de quando era jovem, mas, entendo, que ainda tenho alguns anos para viver, e serviços ainda a serem prestados, já que, a doença ainda não conseguiu eliminar todas as minhas capacidades.

    • Parabéns Haroldo, você é um ótimo exemplo de resiliência.
      Aceitar que existem algumas dificuldades e buscar resolve-las é o caminho ideal a ser seguido.
      Abraços.

  2. Fui diagnosticado aos 59 anos de idade, por uma médica geriatra, da minha inteira confiança. A partir de então, comecei a fazer uso do medicamento Erans, principio ativo Donepezila, ou Cloridrato de Donepezila. Heje, aos 70 anos e 8 meses de idade, confesso que não tive muitas alterações. Admito que estou um pouco mais nervoso do que era antes. Porém, para que uma pessoa me ponha nervoso, é preciso que ela me martirize bastante. Meu maior teste de calma ou irritabilidade, foi agora durante as últimas eleições para presidente do Brasil. É que sou petista, e não conseguia, ou melhor, não consigo engolir esse Bolsonaro, que venceu as eleições, ainda que o povo saiba que ele vai entregar nossa maior riqueza para os EEUU. Porém, quanto ao Alzheymer, estou plenamente preparado para a evolução da doença, e também, espero que meus parentes e amigos, também entendam, e evitem contrariar-me, sobretudo com polêmicas que certamente vai me deixar nervoso. No caso do Petismo, sendo eu, uma pessoa de classe média, não posso me escusar, de reconhecer que principalmente no gov. Lula, os pobres tiveram muitas assistência. Quanto ao Bolsonaro, já que ele se elegeu, vou torcer para que ao menos faça um bom governo e, que não destrua o que o PT conquistou em prol dos mais pobres, sobretudo, na área da saúde pública. Sou uma pessoa de classe média, tenho Plano de Saúde, casa própria e, uma vida salutar, apesar do Alzheymer. Portanto, estou muito a vontade para defender os povos mais pobres desse pais, pois, os ricos, os médios e os “remediados”, já estão com a vida pronta e em consonância com qualquer tipo de governo que venha dirigir o Brasil. Um abraço a todos os brasileiros e, Feliz Ano Novo.

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