Felicidade e Terapia Ocupacional: a relação com as ocupações humanas

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A Felicidade é um tema debatido pela Filosofia por milhares de anos e que ganhou espaço em outras áreas do conhecimento, como as Ciências Sociais e a Psicologia. O que significa Felicidade, como ela pode ser encontrada e até como pode ajudar a cuidar das pessoas é uma jornada de construção de conceitos e saberes. E queremos ir introduzindo aqui no reab.me essa construção.

(Leia mais: A Terapia Ocupacional e a Felicidade)

Dentre esses conceitos está um de destaque, o “bem-estar subjetivo” que segundo Diener (2020) é o rótulo dado pelos cientistas às várias formas de felicidade tomadas em conjunto. Ou seja, o “bem-estar subjetivo” é a forma concreta que a ciência tem encontrado de estudar algo que parece tão abstrato.

Ao chegar nesse conceito, encontramos um paralelo que está na premissa da atuação do profissional de Terapia Ocupacional: “participar de ocupações significativas melhora a saúde e o bem-estar”. Encontramos aí uma relação poderosa entre as ocupações e a felicidade. Em artigo publicado no Journal of Happiness Studies os autores descrevem que “tem sido argumentado que esses efeitos ocorrem porque a participação em ocupações significativas promove sentimentos positivos, ativando assim as vias neurais da recompensa”. E desta forma, causando subsequentemente uma sensação de bem-estar e boa saúde.

No entanto, nos cabe compreender também questões de ordem mais profundas, como a diferença entre ocupações significativas e psicologicamente gratificantes, também descritas no artigo:

Realmente existe uma distinção entre os dois tipos de ocupações, vamos entender:

“Enquanto ambos os tipos de ocupações tendiam a ser fisicamente estimulantes (envolventes) e eram percebidos como uma conexão com outras pessoas, aquelas que eram psicologicamente recompensadoras eram especificamente percebidas como divertidas, enquanto a percepção das ocupações como mentalmente estimulantes as tornava significativas.

Uma colocação interessante no artigo é que os profissionais de Terapia Ocupacional poderiam otimizar os benefícios terapêuticos para seus clientes se eles efetivamente usassem uma combinação de ocupações significativas e psicologicamente gratificantes em suas intervenções como meio terapêutico.

Fontes:

Diener, E. (2020). Happiness: the science of subjective well-being. In R. Biswas-Diener & E. Diener (Eds), Noba textbook series: Psychology. Champaign, IL: DEF publishers. Retrieved from http://noba.to/qnw7g32t

Ikiugu, M.N., Lucas-Molitor, W., Feldhacker, D. et al. Guidelines for Occupational Therapy Interventions Based on Meaningful and Psychologically Rewarding Occupations. J Happiness Stud 20, 2027–2053 (2019). https://doi.org/10.1007/s10902-018-0030-z

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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