Equoterapia: conheça a terapia que usa o cavalo como recurso!

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A Equoterapia é um grande sucesso. Há anos se utiliza do cavalo e de todo o contexto relacionado a este animal para trazer benefícios a pessoas com uma variedade de doenças ou deficiências.

A ANDE, Associação Nacional de Equoterapia, definiu a “Equo”: “É um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais”.

Pois é, vários profissionais participam do contexto da Equoterapia e acrescentam, até de forma simultânea, suas técnicas e conhecimentos (equoterápicos e específicos da área de formação) durante a interação do praticante com o cavalo. Praticante é o “paciente”, é a pessoa que pratica a “Equo” em busca dos seus benefícios.  Se você um dia assistir uma sessão de Equoterapia, poderá ver até dois profissionais nas laterais do cavalo, ao lado do praticante; são esses profissionais de áreas distintas e que a partir de um plano terapêutico atuam em conjunto. Basicamente, é isso.

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“A Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.” A citação da ANDE explica de forma resumida tudo o que um praticante pode ganhar com a “Equo”. A terapia começa desde antes da montaria e pode se estender até a hora que o praticante não está mais montado e alimenta o animal.

Os praticantes na Equoterapia participam de “Programas”, ou seja, de fases que dependem das habilidades do cliente, mas não só delas:

  • Hipoterapia
  • Educação/Reeducação
  • Pré-Esportivo
  • Prática Esportiva Paraequestre

Cada uma dessas fases têm objetivos específicos e vão requerer do praticante e da equipe práticas específicas.

Se você se interessou pelo trabalho da Equoterapia e é profissional, é necessário fazer curso para estar apto para tal trabalho. A ANDE sempre promove cursos: olha aqui. Se você é familiar e gostaria de conhecer um centro de Equo no seu Estado, clica aqui.

Ah, se você é profissional e já trabalha com Equoterapia, que tal escrever mais detalhes e enviar para nós (contato@reab.me)? Ou quem sabe até, simplesmente comentar esse post e explicar melhor questões que você acha relevante para profissionais e familiares que querem entender mais? Espaço aberto para vocês!!

Por fim, uma imagem que tecemos de Michelle Costa, uma leitora nossa que trabalha e ama Equo:

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Fonte: texto: ANDE/ imagens: equosaudecantinhodoscadeirantes

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

1 COMENTÁRIO

  1. Muito bom, Ana Leite!
    Trabalho em uma Equoterapia como Psicopedagoga. Lá, temos uma equipe de Fisio, T.O e Zootecnista, ajustamos a melhor maneira de intervenção para cada criança. Desde as questões que envolvem estímulos motores, atenção, inibição de impulsos, lateralidade, integração sensorial até as relações de baixa estima, insegurança e socialização. É um trabalho lindo e os avanços nos deixam realizados como profissionais. O cavalo é o grande responsável por esses avanços, então, é preciso lembrar que ele também deve ser muito bem cuidado. Ainda nos falta incentivo das prefeituras para um trabalho social nessa área, mas enquanto tivermos ajuda uns dos outros, iremos fazendo o melhor que pudermos.

    Grata,
    Michelle Costa

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