Do peixe ao cachorro: selecionando os animais terapeutas para casa

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Foto criada em 10-03-14 às 09.28 #2

Pode até parecer exagero chamar os animais de “terapeutas”, mas acredite que embora não tenham diplomas em universidades, eles podem ser facilitadores do desenvolvimento de habilidades sociais, motoras, cognitivas e sensoriais. Uau!!

Animais ajudam a reduzir a pressão arterial e o estresse, o que já foi amplamente pesquisado e divulgado. Crianças autistas, esquizofrênicos e indivíduos com problemas de comunicação podem se beneficiar, uma vez que esses animais tendem a respeitar os limites de interação apresentados por tais pessoas. Acariciar ou brincar com animais é uma ótima possibilidade para quem sofre de doenças musculares pois ajuda a melhorar a flexibilidade desses indivíduos. Pessoas com deficiências físicas podem ter nessa relação com os bichos mais uma forma de trabalhar a aceitação da condição (quando irreversível) e bem estar. Enfim… faz bem!! Ter animais faz bem!!

Justamente por isso, os animais têm sido uma escolha para famílias de crianças, adultos e idosos que podem se beneficiar dessa interação. Falando em interação, nem todos os animais interagem da mesma forma, mas do peixe ao cão todos podem trazer benefícios.

Os cães dispensam apresentação quando o assunto é animal de estimação terapêutico. Os cães são extremamente leais e companheiros, o que é perfeito para uma boa amizade. A depender da raça, você tem características que podem ser melhores para o ambiente de casa e também para a criança ou adulto. Se a pessoa é cheia de energia e é capaz de jogar, brincar com o cão e levá-lo para passear, então esse cão será diferente do indicado para fazer cia aos idosos, que buscam uma companhia mais calma.

Falando dos peixes, estes podem ser a solução quando o que você procura é um “efeito calmante” e um animal que não precise de tantos cuidados. Os aquários precisam de manutenção, e é basicamente este o maior trabalho quando familiares escolhem ter peixes em casa. É importante perceber o comportamento da criança ou adulto frente ao aquário. Se há interesse, ótimo. Cuidado se existe tendência da criança ou adulto de atirar objetos ou qualquer outro tipo de comportamento que represente um risco a interação da pessoa com o animal que estará dentro de um vidro.  Existem telas protetoras que podem ser usadas para evitar que objetos caiam dentro dos aquários e essa pode ser uma solução.

Em relação aos peixes, só mais uma coisa: tenha em mente que os peixes tendem a morrer facilmente, se não são bem cuidados, o que pode não ser bom para a criança ou adulto. Certifique-se dos cuidados para ter esse animalzinho.

Outros animais de estimação que podem ser mantidos em domicílios são também opções, incluindo gatos, aves, coelhos e hamsters. Claro que estes animais não se envolvem tanto quanto cães, mas podem ser excelentes para o que a família precisa. Animais cujos cuidados são menores, mas que as pessoas podem ver brincar, podem alimentar e até “conversar” são companhias que interagem menos, mas que ajudam a desenvolver habilidades importantes para o convívio social e também suporte emocional.

Ah, antes de se animar e sair por aí comprando seu animal de estimação, pesquise bastante as vantagens, desvantagens, cuidados, e também avalie com a pessoa que vai interagir com o bicho e com os profissionais que o acompanham, afinal não é um objeto que você vai comprar, é uma vida que deve acrescentar a outra vida.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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