Dicas para introduzir um novo irmão na vida familiar de uma criança com deficiência

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Uma mudança na dinâmica familiar: filhos. A vida dos pais, na grande maioria das vezes, acontece em função dos filhos e isto é absolutamente normal. Quando os pais têm um filho com deficiência e outro filho surge, essa situação exige reorganização.

Pensando na criança que vê a chegada do irmãozinho, é normal sentir ciúmes ou desconforto, mas quando o filho mais mais velho tem deficiência pode existir mais dificuldade na adaptação à vida com um novo bebê. Concordam? Pensando nisso, retiramos no site Friendship Circle algumas dicas e complementamos com algumas sugestões para que os “pais grávidos” comecem a preparar o filho mais velho para futuras alterações da rotina da casa.

– Prepare a criança:

Desde o início da gravidez converse com a criança sobre o bebê que está na barriga da mamãe. Dê tempo para que a criança se acostume com a idéia de ter um irmão mais novo. Ah, essas conversas não podem ser monólogos, certifique-se de falar abertamente sobre algumas mudanças e incentive a criança a fazer perguntas.

Se o filho mais velho está em fase de transição em algumas tarefas, como o treino do banheiro, não deixe para depois a continuação das transições, garanta tempo suficiente para trabalhar isso com a criança e mostre que o bebê não é a razão para a mudança.  Muitas mudanças no momento da chegada do bebê podem ser esmagadoras para o filho mais velho.

– Envolva o filho mais velho no planejamento para o bebê:

Incentive a criança a fazer parte do processo de planejamento, deixando-a ajudar a escolher objetos e decorar o quarto do bebê. Ajude-a a aprender sobre a sua família em expansão, escolha fotos da família para fazer uma colagem para o berçário , deixando espaços para preencher com fotos do novo bebê.

Quando estiver decidido o dia do nascimento e/ou como será aquele na dia no funcionamento da casa, certifique-se que a criança entenda como o dia vai ser e quem vai ficar com ela. Se ela sabe o que esperar, pode ajudar a aliviar a ansiedade  dela e a da mãe, que pode ocorrer abruptamente ou no meio da noite.

– Certifique-se de uma rede confiável de atendimento está em vigor:

O filho mais velho com necessidades especiais pode estar envolvido em cuidados e tratamentos, certifique-se de começar a mudança de tratamentos (dias, horários e acompanhantes) antes da chegada do bebê para ajudar a facilitar a transição. Não tenha medo de aceitar e pedir ajuda. É importante ter uma rede confiável de familiares, amigos e prestadores de cuidados para fornecer um cuidado extra, e em alguns casos, ajuda.

– Passe algum tempo sozinho com o seu filho mais velho:

Separar um tempo para passar com apenas ele irá ajudar a lembrar que ele é importante e aliviar a preocupação potencial que ele vai ser esquecido ou substituído. Pode reservar uma hora para fazer a atividade favorita da criança em casa ou passar o dia em um evento ou visitar um dos lugares favoritos da criança.

– Esteja preparado para manter uma programação com flexibilidade:

Ter um bebê exige horários para alimentação e hora de dormir, mas ter uma criança com necessidades especiais requer a capacidade de reagir rapidamente a situações imprevisíveis, especialmente se a criança é clinicamente frágil.

Para ajudar o filho mais velho a entender o cronograma do novo bebê, procure incluí-lo durante a alimentação e explique que o novo bebê precisa comer e dormir para ser saudável e crescer. Da mesma forma, é importante conscientizar que cada membro da família tem que estar pronto para atender às necessidades especiais de seu filho mais velho mesmo que atrapalhe o cronograma do bebê.

É importante lembrar que mesmo que haja resistência do filho mais velho, ele vai se ajustar à família em expansão. Embora possa levar um pouco mais de tempo, sua orientação e paciência vai ajudar a criança a ter aexperiência e a alegria que um novo irmão.

imagem: katrinket

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

2 COMENTÁRIOS

  1. Olá, tenho uma dúvida e não achei em nenhum lugar sobre isso. E quando o filho mais velho tem problemas de desenvolvimento, mas o mais novo não entende e faz tudo que o mais velho faz?
    Por exemplo, meu filho mais velho tá aprendendo a se alimentar da forma correta agora ( ele tem 4 anos, mas desenvolvimento de 1/5). A irmã dele tem 3 anos, mas já sabe fazer tudo direito. Mas pra chamar atenção ela faz maior sujeira e come da mesma forma que ele. Se ela estiver sozinha ela come certinho. O que devo fazer quando ela faz tudo que ele faz? Devo brigar, fazer de conta que nada aconteceu? Já expliquei várias vezes sobre o irmão dela e parece que ela não entende

    • Oi bruna, acho que seria importante você conversar com um psico; acredito que ele pode te orientar quanto a melhor forma de agir com a pequena. Força aí e vá procurando essas ajudas profissionais que fazem muita diferença na nossa vida de mãe.

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