Delirium associado com maior risco de morte, Demência e institucionalização

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Se você acha que o título desse post está errado ou equivocado, não, não está. O estudo do qual vamos falar falar de Delirium mesmo e não de Delírio. Se você já sabe a diferença e quer ir logo aos fatos, pule o próximo parágrafo, mas se você quer entender do que se trata o Delirium siga em frente leia o próximo parágrafo e pronto, está tudo resolvido!

Delirium é uma síndrome aguda de alteração do estado mental caracterizado por desatenção e um curso flutuante. As taxas de ocorrência são de até metade dos pacientes idosos no pós-operatório, e ainda é maior em pacientes idosos internados em unidades de cuidados intensivos, o Delirium é a complicação mais comum em idosos hospitalizados.

As evidências encontradas até então sugerem que o Delirium está associado com uma condição ocorrida pouco tempo antes do desenvolvimento da crise, mas com freqüência em indivíduos com doença subjacente mais grave.

Joost Witlox, M.Sc., do Centro Médico de Alkmaar, na Holanda, e colegas conduziram uma análise de estudos prévios para avaliar a associação entre o Delirium e condições desenvolvidas a longo prazo em pacientes idosos. Os investigadores identificaram 51 artigos relevantes. A análise preliminar incluiu apenas os estudos de alta qualidade, com controle estatístico para a idade, sexo, comorbidades (doenças co-existentes), gravidade da doença e demência inicial. Essa análise preliminar mostrou que o Delirium foi associado com um risco aumentado de morte comparado com os controles, após um seguimento médio de 22,7 meses. Além disso, os pacientes que tiveram Delirium apresentaram maior risco de institucionalização e demência. Uma análise  adicional desse grupo de pesquisa confirmou a força dos resultados.

Os resultados deste estudo provam que o Delirium em pacientes idosos está associado com um risco aumentado de morte, institucionalização e demência, independente da idade, sexo, comorbidades, gravidade da doença e a presença de demência.

Os autores acrescentam que os resultados desta análise podem ser fundamentais no cuidado ao paciente. A baixa taxa de sobrevivência e as altas taxas de institucionalização e demência indicam que os idosos que experimentam delirium deve ser considerada uma população especialmente vulnerável.

Futuros estudos deverão definir quais mecanismos exatos são responsáveis pelos resultados a longo prazo após o Delirium, e se as características clínicas do Delirium  influenciam no prognóstico de forma diferenciada. Além disso, os ensaios clínicos são necessários para investigar se as seqüelas a longo prazo podem ser evitadas.

Fonte: PHYSORG.COM

Foto: Julie70 (Flickr)

(O artigo original pode ser encontrado com a seguinte referência: JAMA. 2010;304[4]:443-451.).

Ana K.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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