Compartilhando experiência: mudança de estratégia ao trabalhar o vestir.

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Estou acompanhando o site a pouco tempo, porém já me tornei grande adepta das dicas e ideias aqui apresentadas.

Sou terapeuta ocupacional e venho contar uma experiência com uma paciente minha, 76 anos, sofreu AVC isquêmico há 1 ano, o qual deixou como sequela a dispraxia, pois afetou o lobo parietal E.

A prioridade da paciente era conseguir se vestir independentemente e com autonomia, pois tinha dificuldade na identificação das peças do vestuário, nomeação das das mesmas, identificar a sequência correta de vestir as peças, evidenciar em qual local do corpo cada peça deveria ser vestida.

Iniciei o tratamento selecionando figuras de peças do vestuário e de outros objetos aleatórios, a fim de auxiliar a paciente a selecionar quais figuras tinham como finalidade vestir o corpo. Após, identificar em seu próprio corpo onde cada uma daquelas peças encontrava-se (calcinha, sutiã, blusa, calça, meia e sapato) e, por fim, qual a ordem que ela utilizava para vestir-se.

Em cada etapa da atividade, a paciente apresentou grande dificuldade; acredito que a atividade acabou sendo um pouco abstrata e ela precisava de situações mais concretas. No próximo atendimento, permaneci com o mesmo foco e objetivos, porém trazendo os objetos e não suas figuras e fazendo com que ela vestisse e não falasse a ordem correta. Após a mudança de metodologia, os resultados foram melhores e a generalização do aprendizado para a vida cotidiana foi mais evidenciada!

Espero ter contribuído de alguma forma!

Letícia Figueiredo da Rocha
Terapeuta Ocupacional
CREFITO 10 244 LTT/TO

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Imagem: Tania Ho

1 COMENTÁRIO

  1. oi, Letícia, tb já atendí casos assim…dispraxias são sempre um grande desafio pra gente, não é?À época eu trabalhava com as peças de roupa dela e a organização no guarda roupa; solicitei á família a retirada daquelas roupas que ela já não usava mais ( que acabavam sendo distratores), fazendo assim uma ‘limpeza’ no mesmo. Separamos a porta das roupas de uso cotidiano e porta das roupas de sair ( ela sdaia muito pouco). Feito isso, eu numerei as gavetas pela ordem que ela iria vestir; por exemplo nº 1 a gaveta das calcinhas, nº 2 a do sutien ( era essa a ordem usada por ela) e assim por diante..Lógico que isso foi feito depois de muuuito trabalho e com a ajuda constante de uma cuidadora bte atenta.Espero ter contribuído para essa troca de experiências que eu acho tão legal.
    Abço,
    Ana Luiza Costa
    CREFITO 2165 – T.O

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