Avaliação prevê progressão da Doença de Alzheimer

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Pesquisadores do Baylor College of Medicine (BCM) anunciaram essa semana uma avaliação, segundo eles, confiável que prevê a progressão da doença de Alzheimer (DA).Os resultados da pesquisa apareceram na edição atual da revista Alzheimer’s Research & Therapy, que também destaca que pessoas com DA com a progressão da doença mais lenta vivem mais.

“Os pacientes e familiares perguntam freqüentemente aos médicos se existe como prever o declínio cognitivo e funcional das pessoas com Alzheimer, e atualmente, os médicos têm poucas respostas para essa questão,” disse o Dr. Rachelle Doody, professor de neurologia e diretor do Centro de Transtornos da Memória e Doença de Alzheimer do BCM. “Descobrimos que existe como calcular essa progressão com informações dadas no início do processo da doença.”

Na pesquisa foram acompanhados 597 pacientes durante mais de 15 anos. A equipe dusou uma variedade de testes padronizados e escalas para avaliar a capacidade do seu método de prever o desempenho das habilidades diárias ao longo do tempo e das funções cognitivas, incluindo memória, linguagem, cálculo e decisão/resolução de problemas. Ao analisar a progressão do paciente durante esses anos, os pesquisadores foram capazes de identificar padrões nas avaliações de pacientes que progrediram de forma lenta, média ou rápida. Os pesquisadores também descobriram que aqueles que caíram nas taxas de progressão lenta e intermediária sobreviveram mais tempo.

O Dr. Doody disse ainda que compreender a progressão da doença é importante para dar atendimento às necessidades do cliente e qualidade de vida para o cuidador. Alguém duvida disso?? Eu não…

Fonte: Site do Baylor College of Medicine.

Ana Katharina Leite

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

6 COMENTÁRIOS

  1. em relação a essa última frase a TO já sabia, como vc mesma confirmou ana katarina.
    Sempre ouço dos professores também a respeito do cuidador, tem um professor que dizia: “se não consegue cuidar de você mesma, como que vai cuidar do outro, é pra adoecer junto”.

  2. MINHA MÃE TEM 60 ANOS E ESTA NA PRIMEIRA FASE DO TRATAMENTO DM, GOSTARIA DE SABER SE ALÉM DA MEDICAÇÃO, SE EXERCÍCIOS FÍSICOS OU OUTRAS ATIVIDADES AJUDÃO NO TRATAMENTO?

  3. Silvana,

    Sou médico geriatra e considero que nas fases iniciais, o tratamento não farmacológico (exercício físico e reabilitação cognitiva) é mais importante que as medicações.

    Carlos Uehara

    • Olá Carlos! Maravilhosa sua colocação. Obrigada pelo esclarecimento e pelo valor dado a reabilitação. Nós que trabalhamos na área realmente sabemos como estímulos bem direcionados são importantes. Aguardamos outros comentários, ok? Ana Paula

  4. Oi Silvana, tenho atendido uma variedade de pcts com DA, em fases diferenciadas da doença. Posso afirmar que atividades motoras que incluam lateralidade, aspectos temporais e aspectos cognitivos relacionados a racínio e memória são bastante relevantes nessa fase da doença, e quanto mais frequente as intervenções, mais ajudará na manutenção e/ou retenção da informação adquirida, já que, este é o fator mais comprometido,ou seja, os novos aprendizados. Porém, faço uma ressalva, é preciso uma pessoa com boa capacitação e muita paciência, porque a empatia com o paciente e familiares é fundamental durante o processo terapêutico. Um grande beijo. Caso queira entrar em contato, deixo aqui o meu email: anakpaula2005@yahoo.com.br

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