Atividades para idosos: precisamos usar de gentileza e empatia para ter melhores resultados!

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Na prática clínica usamos o termo “reabilitação” não apenas para os casos onde existem ganhos, recuperação, restabelecimento, melhora, usamos para nos referir também ao processo de manutenção da condição do paciente. Afinal, existem situações de saúde onde a perda aconteceu ou faz parte de um processo onde cada vez mais se perderá, como nas doenças crônicas degenerativas.

E quando não há melhora? E quando estamos diante, por exemplo, de um paciente e de uma família que enfrentam o processo de uma demência de Alzheimer com todas as suas repercussões de todas as ordens?

(Leia: Dica de exercício para memória de idosos: usando objetos da cozinha!)

É válido nesse contexto uma reflexão de nossas práticas como reabilitadores quanto à conduções nossas que sejam mais gentis. E, isto pode ser válido do recurso que usamos, das adaptações que fazemos até às orientações que damos. O processo de orientação de um terapeuta de reabilitação na clínica da demência precisa focar também na educação do familiar e cuidador formal.

A “educação baseada na gentileza e empatia”, como resolvemos chamar neste post, deve ser muito focada na necessidade do cuidador:

  1. aprender a se comunicar com a pessoa com a demência sem tornar esses momentos de diálogo uma série de perguntas que lembram “um teste de memória” (ex: como é meu nome? O senhor(a) lembra de…?).
  2. envolver a pessoa com demência nas atividades diárias e de lazer dentro das capacidades atuais e considerando sobretudo o significado dessas atividades.
  3. investir em conhecer e utilizar a história e interesses do idoso no manejo diário.
  4. estar sempre atento para a necessidade de reaprender, com um terapeuta ocupacional, como adaptar a atividade para inserir ajudas que torne as atividades momentos de estímulo e de prazer para o idoso.

(Leia: Terapeuta Ocupacional: como compreender o significado de uma atividade?)

Se colocar no lugar do outro, a tal da empatia, pode ajudar muito a repensar detalhes do caminho terapêutico. E a gentileza pode ser fundamental na delicadeza das conduções, desde a forma de pegar até a de falar ou fornecer ajudas na hora de fazer.

É um processo que pode parecer simples para alguns, difícil para outros ou até desnecessários para muitos, mas que com certeza pode ter impacto significativo no comportamento da pessoa com demência. E, as alterações de comportamento são uma questão de preocupação bem frequente para as famílias e equipe de saúde.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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