Atenção visual em recém-nascidos com risco de Autismo

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A questão da atenção visual no Autismo é de grande interesse. Uma observação freqüente é que as pessoas com Autismo podem se concentrar excessivamente em certos estímulos em seu ambiente que para as pessoas sem autismo parecem irrelevantes. Outra observação freqüente é que os indivíduos com Autismo focam em detalhes muito pequenos. Ao mesmo tempo, em contraste, há uma outra observação comum, a que as pessoas com autismo se distraem facilmente.

Um estudo de 2010 compara modelos recentes de atenção visual em irmãos de crianças diagnosticadas com outras crianças sem história anterior na família. Cada grupo era composto por 25 crianças.Algo notável é que a idade média das crianças era de seis meses.Raramente se tentou algo tão cedo.

No experimento a criança estava sentada em uma cadeira com um brinquedo musical e do outro lado estava o cuidador. Diante da criança está um joystick. Quando a criança se move aparecem luzes coloridas e toca música. Na fase inicial, o cuidador fica silencioso, e qualquer interação entre a criança e o cuidador deve ser iniciada pela criança de forma espontânea. Na fase social do experimento, o cuidador inicia uma interação com a criança, incentivando-o a olhar para o joystick e o brinquedo.

O resultado mais surpreendente é que a duração do olhar para o cuidador durante o experimento foi menos espontânea (estatisticamente significativo) em irmãos de crianças com autismo do que no grupo controle. No entanto, não houve diferenças na duração do olhar na fase social.

Os autores do estudo concluíram que a menor duração do olhar  na fase espontânea do processo de aprendizagem da atividade pode indicar que a atenção conjunta é afetada. Ou seja, essas crianças não usam os olhos para direcionar a atenção do cuidador para a tarefa que eles estão aprendendo com o joystick. Como os níveis do olhar social foram semelhantes nos dois grupos, os pesquisadores propuseram que a vulnerabilidade na área da iniciação da interação social é maior que na resposta social em crianças com risco aumentado de ASD. Por fim, recomendou a implementação de intervenções que aumentam a atenção social para essas crianças como uma forma de ajudar a cobrir o déficit.

Fonte: clique aqui

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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