A profissão de Terapia Ocupacional resistirá à automação do futuro?

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A Quarta Revolução Industrial baseia-se na Revolução Digital. Estamos vivendo a era em que a tecnologia está incorporada na maneira como as pessoas vivem e trabalham, e até mesmo nos corpos das pessoas e no que vestem. Os avanços tecnológicos incluem robótica, Inteligência Artificial, Internet das coisas (IoT), impressão 3D, realidade virtual e veículos autônomos. Esse crescimento exponencial começou com avanços tecnológicos anteriores e hoje fazem parte do cotidiano.

Diante de tanta tecnologia (e a clara certeza que ainda há mais por vir), haverá uma indiscutível e crescente extinção de algumas profissões. Afinal, estamos vivendo tempos onde os robôs e a Inteligência Artificial estão ocupando espaços.

Um estudo da Oxford University (Frey & Osborne, 2013) intitulado “The Future of Employment” examinou 702 ocupações comuns e relatou que alguns empregos correm maior risco de automação do que outros. Os empregos menos “seguros”, ou aqueles com a maior porcentagem de chance de automação, incluem teleoperador (99%), oficial de crédito (98%), caixa (97%), assistente jurídico (94%) e motorista de táxi ( 89%). Os trabalhos mais seguros, ou aqueles com a menor chance percentual de automação, incluem profissionais que trabalham com saúde mental e abuso de substâncias (0,3%), terapeuta ocupacional (0,35%), nutricionista (0,39%), médico e cirurgião (0,42%) e padre (0,81%). De acordo com Frey e Osborne (2013), empregos em risco para automação tendem a ser repetitivos e previsíveis, requerem baixa qualificação e oferecem baixa remuneração.

Empregos, como na Terapia Ocupacional, que estão protegidos da automação exigem criatividade genuína, envolvem relacionamentos complexos com as pessoas e são altamente imprevisíveis. Os fatores que contribuem para a complexidade do papel dos terapeutas ocupacionais incluem o uso terapêutico de si mesmo, abordagem centrada no cliente e pensamento crítico ou resolução criativa de problemas. No entanto, o avanço exponencial das inovações está certamente mudando a forma como os terapeutas ocupacionais prestam serviços e os tipos de condições e problemas que nossos clientes apresentam.

Ter essa clareza é importantíssimo para que diante dos avanços tecnológicos busquemos, no mínimo saber que as tecnologias estão e estarão cada vez mais na vida dos nossos pacientes. Por mais que não seja a opção do T.O trabalhar verticalizando-se no mundo da tecnologia, mas é indiscutível que ter consciência que ele encontrará cada vez mais tecnologias nas ocupações humanas e demandas relacionadas à mesmas.

Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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