5 dicas para as celebrações de final de ano com pessoas com Alzheimer

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Quando o assunto é lidar com pessoas, seja na relação pessoal ou profissional, não existe receita, mas sim consensos sobre o que funciona melhor para a maioria. Quando estamos falamos de pessoas com doença de Alzheimer,o raciocínio é exatamente o mesmo. Claro que existem as características próprias para cada fase da doença, mas devemos sempre lembrar que essas pessoas têm histórias e personalidades próprias, e que precisamos achar a melhor forma de lidar com cada uma.

Sobre as celebrações que acontecem no final do ano, famílias e cuidadores sempre devem ser orientados sobre como administrar a participação das pessoas com Alzheimer durante esses eventos e também qual a melhor forma de organizar essas celebrações para que sejam proveitosas, não correndo o risco de reações de frustração, alteração comportamental, etc.

Vamos então para algumas orientações de podem ser úteis:

Mantenha as expectativas razoáveis, tanto as suas quanto a dos envolvidos. Essa precisa ser a primeira coisa a ser trabalhada com quem vai organizar e participar das celebrações com a pessoa com Alzheimer.

– Especialmente nas fases posteriores da doença, planeje ter várias celebrações menores, em vez de toda a família se reunir em um só dia. O excesso de informações, que inclui o excesso de pessoas pode tornar o ambiente confuso e irritante.

– Tome providências para que as celebrações ocorram em um ambiente em que a pessoa com Alzheimer possa se retirar para descansar e retornar a um ambiente calmo e conhecido. O tempo dos familiares e amigos pode ser maior que o tempo da pessoa com Alzheimer. Esteja sempre atento ao comportamento da pessoa, caso você note sinais de desagrado, retire-a. Converse com as pessoas que participarão da celebração sobre a questão do tempo de participação da pessoa com Alzheimer.

– Faça ajustes para se adequar o ambiente à tolerância de estímulos. Não ponha-se as luzes piscando ou muitas decorações, lembre-se o que falamos sobre estímulos. Existe uma quantidade adequada. E, lembre-se que esses objetos, sons e luzes estarão no mesmo ambiente que vários rostos, movimentos e conversas, eles acrescentarão estímulos!

– Na hora das refeições, de preferência, coloque a pessoa com Alzheimer nas pontas da mesa, de lá ele terá uma visão mais privilegiada e poderá ver melhor quem e o que está na mesa, os ruídos nessa posição podem ser menores e a fonte sonora “conhecida”.

No mais, seja capaz de aproveitar a presença da pessoa da forma em que ela está. Não crie expectativas ou queira que ela seja como antes. Nem nós em plena saúde somos como no ano anterior! Não requeira mais do que ela pode te dá em uma situação social. Aproveite o tempo com ela da melhor forma para ela e no tempo dela. Esses encontros são pensados para fazer bem!!!  =)

Você tem outras dicas para acrescentar? Comente! 

Fonte e imagem: Best Alzheimer’s Products

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Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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