Design de mobiliário e de ambiente ajuda clientes com disfunção cognitiva a se conectarem com seus familiares

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Frustrado por sua incapacidade de se comunicar com seus pais com demência, dois professores de Ecologia Humana estão usando móveis customizados e fotos digitais para ajudar as famílias a manter contato com entes queridos que sofrem de Alzheimer e outras doenças cerebrais.

Com uma equipe de 10 alunos, Paul Eshelman e Franklin Becker, professores de projeto e análise ambiental, construiram um “canto de conversa” – um banco acolchoado, com espaldar alto para ajudar os residentes do lar de idosos e suas famílias a bloquearem distrações durante as visitas. Eles também projetaram um carrinho portátil, em madeira, em que pacientes com demência pode ver imagens digitais que evocam memórias felizes (“stand de fotos digitais“). Finalmente, a equipe ensinou os membros da família a interagir e a superar lapsos de comunicação associados à perda de memória a curto prazo.

Em estudos iniciais do programa, nos últimos três anos, os pesquisadores viram respostas bastante positivas de 10 moradores, 13 membros da família e 9 trabalhadores, de dois lares de idosos.

“Nós sabemos da experiência pessoal de quem visita seus entes queridos com Alzheimer e perda de memória. Esse momento pode ser um considerado um “campo minado emocional”, disse Becker, que primeiro tentou o programa com sua mãe. “Esse estresse pode cortar visitas curtas ou até mesmo desencorajar as pessoas. Mas, também sabemos que as visitas da família têm grande valor terapêutico para pacientes com demência, por isso estamos tentando criar as condições mais gratificante para todos os envolvidos nas visitas.”

O programa é único, Eshelman disse, no uso de design e ambiente físico para tentar aumentar as interações da família com os residentes. O “canto de conversação” e o “stand de fotos” foram instalados em grandes áreas comuns de lares, locais onde pacientes com demência, normalmente, teriam sua atenção desviada por outras atividades.

O espaço íntimo ajuda a concentrar a atenção nas fotos, e os visitantes podem controlar o fluxo de imagens com um controle remoto, uma vantagem sobre os álbuns de recortes, que podem ser volumosos e tem fotos espalhadas em várias páginas.

“Várias vezes eu já vi momentos de ternura entre familiares e moradores – um casal de idosos de braços dados, uma neta que foi trazida até sua avó por causa do projeto do espaço”, disse Eshelman.

Mesmo antes da primeira visita, disse Becker, as famílias têm visto os benefícios. Como eles se reúnem para selecionar as fotos (geralmente cerca de 30), tem sido um caminho para os membros da família se unirem e se reconectam-se com seus entes queridos.

A equipe de investigação está buscando um financiamento adicional para continuar os estudos de usabilidade em lares de idosos, locais para aperfeiçoar o seu protótipo e desenvolver teses de pós-graduação nesse domínio (a minha de Mestrado foi por aí… #orgulho!).

“A demência não apagou a minha mãe, eu tinha que trabalhar muito para chegar à essência de seu eu”, disse Eshelman. “Mesmo no final, ela foi capaz de fazer conexões emocionais comigo. Meu desafio é criar um projeto que torne mais fácil proporcionar esses momentos.”
Perfeito não??
Fonte: R&D
Sou terapeuta ocupacional de formação, comunicadora por dom e experiência ao longo dos 10 anos frente ao reab.me; empresária que aposta na produção de produtos e conteúdos significativos e com propósito para ajudar as pessoas que precisam dos cuidado da reabilitação. Editora-chefe do Reab.me. Terapeuta Ocupacional (UFPE) com especialização em Tecnologia Assistiva (UNICAP). Mestre em Design (UFPE). Sou autora de 4 livros de exercícios para estimulação cognitiva que servem como material de apoio em contextos terapêuticos que visam a manutenção ou melhora de disfunções cognitivas. Sendo eles: - 50 exercícios para estimulação cognitiva: o cotidiano em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a culinária em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva: a família em evidência; - 50 exercícios para estimulação cognitiva de crianças com dificuldades de aprendizagem. No mais, sou Ana, esposa de Fábio, mãe de Olga e Inácio. Praticante de meditação e yoga.

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